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Mensalão: voto de Fux aproxima réus do Banco Rural de condenação

Kátia Rabello e José Roberto Salgado têm agora placar desfavorável de 4 a 0 no julgamento do mensalão. Corte se divide sobre outros réus

Por Gabriel Castro e Laryssa Borges - 5 Sep 2012, 18h56

O ministro Luiz Fux deu o quarto voto pela condenação de Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural, e José Roberto Salgado, ex-vice-presidente, pelo crime de gestão fraudulenta. Os réus, que permitiram empréstimos fraudulentos de 32 milhões de reais para o PT e empresas de Marcos Valério, estão próximos da condenação. Até agora, o placar é de 4 a 0.

“Nós temos aqui, em primeiro lugar, uma demonstração de que o núcleo financeiro deu apoio, através do núcleo publicitário, para uma agremiação partidária. Isso está claro como a água”, resumiu o ministro, na sessão desta quarta-feira.

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O Ministério Público Federal aponta que, para repassar o dinheiro ao valerioduto, o comando da instituição descumpriu normas do Banco Central, ignorou a ausência de garantias suficientes e ainda tentou esconder documentos que comprovavam as fraudes. “Está comprovada sobejamente a materialidade do crime de gestão fraudulenta”, disse o ministro Luiz Fux.

O magistrado também votou pela condenação de outro réu que ocupava a cúpula do banco na época do escândalo: Vinícius Samarane, ex-diretor da instituição. E se posicionou pela absolvição de Ayanna Tenório, que ocupava uma das vice-presidências do banco na época do escândalo.

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No caso desses dois réus, não há unanimidade: o placar é de 3 votos a 1 pela condenação de Samarane e de 3 a 1 pela absolvição de Ayanna. O ministro disse que estava pronto para condenar a ré, mas foi convencido pelo voto do revisor do processo, Ricardo Lewandowski. Ele considerou não haver provas suficientes de que Ayanna sabia dos crimes em análise.

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