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Mensalão: relator vota sobre petistas e Duda Mendonça

Relator do processo do mensalão antecipou capítulo da denúncia para acelerar o julgamento. Nesta quinta-feira, revisor deve começar a apresentar seu voto

Por Gabriel Castro - Atualizado em 10 dez 2018, 10h32 - Publicado em 11 out 2012, 07h05

O relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, retoma nesta quinta-feira a leitura de seu voto sobre ex-parlamentares petistas acusados de receber dinheiro do esquema do publicitário Marcos Valério de Souza.

Nesta quarta-feira, Barbosa já deixou claro que pedirá a condenação de João Magno (MG) e Paulo Rocha (PA). Agora, ele vai julgar a conduta de Professor Luizinho (SP), que obteve 20 000 reais do esquema. O ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto (PTB) também é réu neste item do processo. Todos respondem por lavagem de dinheiro. No vídeo a seguir, confira o debate desta quarta-feira em VEJA.com sobre a condenação da cúpula petista. Para seguir lendo o texto, clique aqui.

Barbosa decidiu adiantar também a apresentação de seu voto sobre aquele que seria o trecho seguinte do processo: a acusação de que o PT pagou o publicitário Duda Mendonça, via caixa dois, por meio de uma conta em um paraíso fiscal do Caribe. A opção do relator deve tornar mais célere o andamento da reta final do julgamento.

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É provável que já nesta quinta-feira o ministro revisor, Ricardo Lewandowski, inicie a apresentação de seu voto – nos moldes do de Joaquim, tratando da acusação contra os ex-deputados petistas e dos crimes envolvendo Duda Mendonça. Depois que a corte analisar esse trecho da denúncia, restará apenas o julgamento das acusações de formação de quadrilha envolvendo o núcleo político do esquema. Por fim, virá a última etapa: a definição das penas.

Leia no blog de Reinaldo Azevedo:

O corrupto (segundo a Câmara) e corruptor (segundo o STF) José Dirceu se reuniu ontem com a direção nacional do PT. Agora, diz ele, o mais importante é vencer a eleição – especialmente em São Paulo. O debate sobre o julgamento fica para depois. Mas o corruptor corrupto já deu a receita: os principais alvos do petismo serão a Justiça e a imprensa. Ele acha que é preciso controlar os dois.

Dirceu quer mais: pregou o financiamento público de campanha. E o que é isso? Ora, leitor e eleitor! É bater de novo a carteira do povo brasileiro para tentar eternizar o poder petista. Ou, para empregar a palavra de Ayres Britto, trata-se de uma nova proposta de “golpe”.

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Na reunião, Dirceu afirmou que a melhor resposta que se pode dar ao STF é vencer a eleição em São Paulo. Entenderam como pensa este gênio da estratégia, que corre o risco efetivo de continuar a fazer os seus planos na cadeia, a exemplo de outros chefes criminosos? Para ele, uma eventual vitória de Haddad serve como contraponto à decisão da Justiça; seria como uma absolvição. Dirceu está a confundir urna com tribunal. Por esse critério, qualquer bandido que fosse eleito estaria automaticamente absolvido.

A vitória de Haddad seria, assim, então, a primeira etapa do plano de vingança de Dirceu. Viriam depois as outras ações: controle da imprensa, controle do Judiciário e reforma política, com financiamento público. Esse tal financiamento seria feito segundo, claro!, o tamanho da bancada de cada partido: bancadas maiores receberiam mais dinheiro. Não é mesmo uma boa receita? Os partidos hoje governistas ficariam com 80% da grana, e o PT levaria a maior parte. Bingo!

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