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Mensalão: relator desmembra e adia julgamento do núcleo do PT

Voto sobre participação de José Dirceu só será dado após todos os ministros opinarem sobre a venda de votos de congressistas do PR, PP, PMDB e PTB

Por Laryssa Borges 19 set 2012, 20h02

Faltando sete sessões plenárias no Supremo Tribunal Federal (STF) para o primeiro turno das eleições municipais, o chamado núcleo político do mensalão, do qual fazem parte o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e os petistas José Genoino e Delúbio Soares, deve ser julgado e condenado pelo ministro Joaquim Barbosa às vésperas – ou até depois – do pleito que irá eleger prefeitos e vereadores.

Relator da ação penal do mensalão, Barbosa propôs aos demais ministros da corte que todos os magistrados analisassem, em um primeiro momento, se houve a venda de apoio político de deputados no Congresso Nacional para depois se dedicarem às responsabilidades de Dirceu, Delúbio e Genoino como corruptores de congressistas.

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Originalmente, Barbosa iria apreciar a acusação de corrupção ativa contra os três assim que terminasse de atestar que deputados do PP, do extinto PL (atual PR), do PTB e do PMDB receberam dinheiro para votar projetos de acordo com interesses do Palácio do Planalto. Mas, com a nova metodologia, só após todos os dez ministros opinarem sobre a venda de votos de congressistas é que Joaquim Barbosa vai iniciar seu voto sobre Dirceu e seus subordinados petistas.

A lógica do relator é a seguinte: a confirmação de que houve pagamento de propina a parlamentares em troca de votos pela maioria do Supremo daria força para a condenação dos corruptores do núcleo político, ou seja, do trio Dirceu, Genoino e Delúbio.

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