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Mensalão: ministros votam sobre venda de apoio nesta 5ª

Depois de Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski apresentarem seus argumentos sobre esse trecho da denúncia, os outros votam

O Supremo Tribunal Federal (STF) segue o julgamento do mensalão nesta quinta-feira com a análise das acusações contra deputados acusados de vender o apoio político durante o primeiro governo Lula.

O relator, Joaquim Barbosa, e o revisor, Ricardo Lewandowski, já apresentaram seu voto sobre este capítulo da denúncia: eles pediram a condenação de todos os parlamentares acusados – com a exceção de Pedro Henry (PP-MT), que foi considerado inocente pelo revisor.

Agora, os demais ministros do STF começarão a se pronunciar sobre o caso. A primeira a falar será Rosa Weber. Mas, antes dela, Joaquim Barbosa ainda deve usar a palavra para rebater argumentos apresentados por Lewandowski para absolver Emerson Palmieri, ex-tesoureiro do PTB, tema de bate-boca entre Barbosa e Lewandowski.

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Um ponto relevante a ser respondido por Barbosa diz respeito a uma viagem de Palmieri a Portugal, acompanhado de Marcos Valério e seu do sócio do publicitário, Rogério Tolentino. A acusação sustenta que o trio agiu a mando de José Dirceu e pretendia negociar com Miguel Horta, comandante da Portugal Telefônica e do Banco Espírito Santo, o repasse de recursos para o valerioduto. Lewandowski argumenta que a viagem foi motivada por outra razão: tratativas para que a Portugal Telecom.

Se mantiverem a média de velocidade dos outros trechos do processo, os ministros do Supremo não concluirão a análise desse item em menos de duas sessões – ou seja, só na semana que vem é que a corte deve começar a tratar das acusações contra José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares, acusados de corrupção ativa.