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Mensalão: a hora da defesa

Sessão desta segunda marca início das sustentações orais dos advogados de cada um dos 38 réus. Representante de Dirceu alegará falta de provas

Por Gabriel Castro 6 ago 2012, 13h26

O Supremo Tribunal Federal (STF) dará início nesta segunda-feira ao terceiro dia do julgamento do mensalão. Será o começo da etapa em que os advogados dos 38 réus usarão a palavra para apresentar sua versão dos fatos.

Nesta segunda-feira, usarão o púlpito os advogados de cinco acusados: José Dirceu (ex-ministro da Casa Civil), José Genoino (ex-deputado federal), Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT), Marcos Valério (empresário que distribuía recursos do mensalão) e Ramon Hollerbach (sócio de Valério).

Cada advogado poderá usar o púlpito por uma hora para tentar rebater as acusações da Procuradoria-Geral da República, que classifica o mensalão como “o mais atrevido” esquema de corrupção já montado num governo. As sustentações orais dos defensores devem ocupar oito sessões do STF. Só aí é que o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo, deve iniciar a apresentação de seu voto, o que abrirá a fase em que as sentenças serão elaboradas.

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O advogado de Dirceu, José Luis Oliveira Lima, será o primeiro a falar. Ele deve argumentar que não há provas contra seu cliente e que o sistema de compra de apoio de parlamentares nunca existiu. O ex-ministro é acusado de corrupção ativa e formação de quadrilha.

A defesa de Delúbio Soares afirma que os recursos movimentados pelo valerioduto sob ordens do PT eram apenas “recursos não contabilizados” – caixa dois – de campanha eleitoral.

Genoino, que é apontado como um dos responsáveis pelos empréstimos fraudulentos usados para abastecer o mensalão, alega que Delúbio foi quem viabilizou as operações – e que, como presidente do partido, assinou os documentos por obrigação.

Valério e Hollerbach dizem desconhecer que os recursos movimentados por eles abasteceram um sistema de compra de apoio político.

O primeiro dia do julgamento foi marcado por um longo debate a respeito do desmembramento do processo. A segunda sessão foi dedicada à leitura do relatório do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

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