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Meirelles pode ser excelente prefeito de SP, diz Kassab

Apesar de não descartar opção por vice, Afif Domingos, nas eleições de 2012, prefeito reforça nome do ex-presidente do BC como possível sucessor

Por Da Redação 12 out 2011, 15h21

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), afirmou nesta quarta-feira que o ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles é um grande nome do partido para disputar as eleições municipais de 2012 na capital paulista. Após participar da primeira celebração na nova sede do Santuário Mãe de Deus – idealizado pelo padre Marcelo Rossi -, Kassab destacou que Meirelles tem raízes na capital paulista por ter estudado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), ter presidido um banco na capital e ter sido um dos fundadores do movimento Viva o Centro, que revitalizou a região central da cidade.

O ex-presidente do BC deixou o PMDB e assinou filiação ao PSD na última sexta-feira. “Meirelles é uma pessoa qualificada, conhecedor da cidade de São Paulo, tem espírito público e seriedade. Se for candidato, será um fortíssimo candidato. E, se vencer, será um excelente prefeito”, afirmou Kassab, destacando que o PSD tem outro grande quadro para disputar a eleição municipal de 2012: o atual vice-governador do estado, Guilherme Afif Domingos (PSD).

Apesar de reconhecer Meirelles como candidato em potencial, a definição do representante do PSD para 2012 dependerá das alianças que o partido traçar para a disputa. Kassab disse ser natural que o partido se alie ao PSDB, tendo em vista a parceria que já existe entre as legendas atualmente. “Essa aliança é integrada pelo governador Geraldo Alckmin, que tem no seu partido integrantes da nossa administração, pelo ex-governador José Serra, pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pelo ex-governador Alberto Goldman e pelo vice-governador, Guilherme Afif”, afirmou. “Portanto, é uma aliança que seria natural.”

Disputa – O PSDB, por sua vez, atualmente tem quatro pré-candidatos para disputar a Prefeitura em 2012: o secretário estadual de Energia, José Aníbal, o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, o secretário estadual da Cultura, Andrea Matarazzo, e o deputado federal Ricardo Trípoli.

A preparação de uma disputa interna entre os tucanos, porém, não agrada à cúpula do PSD. “Começa muito mal uma aliança quando um dos partidos quer impor nomes”, disse Kassab. “Ela existe quando se consolida e se constitui e depois, então, se escolhe um candidato, independentemente de partido.”

Embora a coligação natural seja com o PSDB, Kassab afirmou que o PSD não teria problema nenhum em dialogar com o PT para a disputa da sua sucessão. O prefeito lembrou que alguns dos quadros do seu partido já têm experiência na convivência com os petistas e que sua relação com a presidente Dilma Rousseff é a melhor possível. Kassab, porém, admitiu que uma aliança com os petistas para o primeiro turno seria difícil, tendo em vista que o PT faz oposição ao seu governo.

(Com Agência Estado)

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