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Marinor Brito irá recorrer da decisão do STF

Tribunal liberou Jader Barbalho (PMDB-PA) para tomar posse no Senado

A senadora Marinor Brito (PSOL-PA) irá recorrer ao próprio Supremo Tribunal Federal (STF) da decisão da Corte desta quarta-feira que liberou a posse de Jader Barbalho (PMDB-PA) no Senado. Jader foi barrado pela Lei da Ficha Limpa porque renunciou ao mandato no Senado para não ser cassado pelo envolvimento no escândalo de desvio de recursos do Banpará. O presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, deu o voto de minerva e desempatou o julgamento que havia sido interrompido em novembro, depois que cinco ministros votaram a favor e cinco contra o peemedebista.

Na eleição de 2010, Jader foi o segundo colocado, enquanto Marinor ficou em quarto. Em terceiro lugar na disputa, o ex-deputado Paulo Rocha (PT-PA) também não pôde assumir por ter renunciado ao mandato na Câmara para não ser processado como um dos envolvidos no esquema do mensalão. A senadora disse que Rocha também irá recorrer da decisão do STF. O primeiro colocado no pleito de 2010 foi Flexa Ribeiro (PSDB). A Lei da Ficha Limpa, sancionada em junho de 2010, torna inelegíveis os políticos que renunciarem para escapar de punição.

Golpe – Marinor acusou Peluso de “dar um golpe antecipado na ficha limpa”. Ela se referiu a Jader como sendo um “corrupto que a população queria ver fora”. “Estou me sentindo traída pela Justiça brasileira”, disse a socialista. A decisão do ministro ocorreu um dia depois que ele se encontrou com os senadores do PMDB Renan Calheiros (AL), Valdir Raupp (RO) e Romero Jucá (RR) e com o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), que fizeram um apelo a favor de Jader.

A posse de Jader Barbalho, que chegou a presidir o Senado, dificilmente ocorrerá este ano. Antes, ele terá de aguardar a publicação do acórdão do STF e a diplomação pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará. De posse do diploma, o peemedebista terá de encaminhar o documento à Secretaria-Geral da Mesa do Senado. A partir de então, serão contadas cinco sessões do plenário antes do ato da posse. O prazo é difícil de ser cumprido porque as atividades do Congresso se encerram na próxima sexta-feira. Senado e Câmara retornarão aos trabalhos em 2 de fevereiro de 2012.

(Com Agência Estado)