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Marinha convida autoridades para mostrar ‘fase tática’ da Operação Formosa

Representantes dos três poderes foram chamados para solenidade nesta segunda-feira. Fux não vai

Por Rafael Moraes Moura 15 ago 2021, 12h10

A rampa do Palácio do Planalto se transformou na última terça-feira em camarote de um insólito desfile de tanques de guerra da Marinha. O gesto, interpretado como uma tentativa de demonstração de força do governo do presidente Jair Bolsonaro, provocou mal-estar no Judiciário e no Congresso — no mesmo dia do cortejo de veículos blindados, a Câmara acabou enterrando a PEC do voto impresso, último delírio do chefe do Executivo. Agora, a Marinha fez um novo convite às autoridades dos três poderes da República: assistir na próxima segunda (16) à demonstração da “fase tática da Operação Formosa”, verificar o emprego dos meios de Fuzileiros Navais, assim como “a interação das três forças, atuando em um cenário específico”, segundo explicou a Marinha a VEJA. Bolsonaro vai comparecer à solenidade.

De acordo com a Marinha, o evento tem como objetivo “apresentar uma síntese das principais atividades realizadas pelos Fuzileiros Navais”. Segundo a Força, diversas autoridades dos três poderes foram convidadas — a Marinha não quis revelar os nomes. Uma dessas autoridades foi o presidente do STF, Luiz Fux. Segundo a assessoria do STF, o ministro não vai comparecer — Fux vai estar fora  do Distrito Federal na próxima segunda. O presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), por sua vez, não respondeu à reportagem se vai ao evento.

Segundo a Marinha, a operação é “considerada a maior operação realizada pela Marinha do Brasil (MB) no Planalto Central, e tem como objetivo manter as condições de pronto emprego dos Fuzileiros Navais, a partir de ações, treinamentos de operações terrestres de caráter naval, bem como tiros reais de artilharia, a fim de manter o grau de prontificação das baterias de tiro”. “O exercício também objetiva a capacitação dos fuzileiros navais para missões de paz e assistência humanitária em áreas atingidas por calamidades públicas”, informou a Força.

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