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Marco Aurélio manda soltar Eduardo Cunha, mas ex-deputado seguirá preso

Condenado pela Justiça Federal do DF e pelo TRF4, ex-presidente da Câmara seguirá na prisão por ter três pedidos de prisão preventiva em vigor

Por Estadão Conteúdo - 28 jun 2018, 17h57

Às vésperas do recesso do Judiciário, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar o ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB-RJ) em decisão liminar divulgada nesta quinta-feira, 28. No entanto, o ex-presidente da Câmara dos Deputados continuará preso por ter outros três decretos de prisão contra ele que continuam em vigor – mas também são alvos de questionamentos na Justiça.

Em 2 de junho de 2017, o juiz da 14ª Vara Federal do Rio Grande do Norte impôs a prisão preventiva de Cunha, em razão do cometimento dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O processo diz respeito às acusações de que Cunha e Henrique Eduardo Alves (MDB-RN) teriam recebido vantagens indevidas das empreiteiras OAS, Carioca Engenharia, Andrade Gutierrez e Odebrecht em troca de suposta atuação política favorável a essas empresas.

A defesa de Cunha disse ao STF que a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) baseia-se em fatos pretéritos, e não contemporâneos, além de ressaltar que Cunha “não será candidato nas próximas eleições, nem mesmo registrará candidatura”.

Condenações

Em junho deste ano, a Justiça Federal do Distrito Federal condenou Cunha a 24 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, em processo derivado da Operação Sepsis, que investiga desvios no Fundo de Investimento do FGTS. Esse caso ainda não passou pela segunda instância da justiça.

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Cunha também já foi condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Na ocasião, em novembro do ano passado, o tribunal reduziu em 10 meses a pena do ex-deputado. O emedebista havia sido sentenciado a 15 anos e 4 meses pelo juiz federal Sergio Moro pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no caso da compra de um campo petrolífero em Benin, na África, pela Petrobras, em 2011 – transação teria garantido propina de US$ 1,5 milhão para Cunha.

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