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Mantega diz que suposta demissão é piada de mau gosto

Planalto garante que Ministro da Fazenda prestará depoimento no Congresso Nacional sobre crise na Casa da Moeda; mas data não foi definida

Por Luciana Marques 14 fev 2012, 13h41

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu nesta terça-feira que continuará no cargo até o final da gestão de Dilma Rousseff. Na semana passada, houve rumores a respeito de um suposto pedido de demissão de Mantega. Além da crise na Casa da Moeda, ele também enfrenta um drama familiar. Sua mulher, Eliane Berger, descobriu um câncer no início de dezembro e está em tratamento em São Paulo.

Mantega disse que os boatos são “piadas de mau gosto” e que continuará à frente do cargo. “Vou continuar remando, como tenho remado”, afirmou. O ministro falou com a imprensa depois de participar, no Palácio do Planalto, da primeira reunião do Conselho Político de 2012, formado por ministros e representantes dos partidos aliados. Na sexta-feira passada (10), tanto Mantega, quanto Dilma desmentiram os boatos sobre sua possível saída do governo.

Depoimento – A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, também presente ao encontro, disse que Mantega deverá ir ao Congresso Nacional prestar esclarecimentos sobre a crise na Casa da Moeda. “O ministro vai ao Congresso, até porque há regras que exigem a presença do ministro na Comissão de Assuntos Econômicos, na Comissão Mista de Orçamento”, disse. Ideli afirmou que ainda não há data para o depoimento. “Quando for a hora ele estará presente prestando todas as informações”, disse.

Por falta de quórum, a oposição não conseguiu votar, nesta terça-feira, o requerimento para que Mantega seja ouvido na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O texto deve ser apreciado depois do Carnaval. Na última segunda-feira (13), o Conselho de Ética Pública da Presidência decidiu pedir esclarecimentos ao ex-presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, demitido no fim de janeiro após denúncias de corrupção. Questionado pelo site de VEJA sobre o assunto, o ministro da Fazenda não quis comentar.

Segurança – A greve dos policiais militares em estados como Rio de Janeiro e Bahia também foi tema de discussão no encontro do Conselho Político, que contou com a presença de todos os partidos da base – menos o PR. “Há uma preocupação de todos nós com essa situação, agora fica bastante claro que isso não se restringe à votação da PEC 300 e ao debate sobre o direito de greve”, afirmou Ideli.

Segundo ela, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), vai se reunir nas próximas semanas com os governadores dos estados para discutir o tema. Muitos rejeitam a aprovação da PEC 300, que geraria despesas extras aos cofres estaduais. A emenda constitucional fixa um piso salarial de 3.500 reais a policiais militares e bombeiros.

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