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Mantega anuncia corte de gastos contra queda do dólar

Tamanho do contingenciamento ainda não foi definido. Moeda americana chegou ao nível mais baixo dos últimos dois anos em relação ao real

Por Gabriel Castro 4 jan 2011, 15h56

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou nesta terça-feira que o governo usará o corte de gastos do Orçamento como instrumento para conter a valorização do real frente ao dólar. A intenção de realizar o contingenciamento já foi anunciada por outras autoridades da nova equipe econômica, como a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. No meio da tarde, ao avisar os jornalistas que faria um pronunciamento sobre o câmbio, o mercado chegou a especular o possível anúncio de medidas emergenciais para conter a apreciação da moeda brasileira. Contudo, nenhuma resolução deste tipo foi anunciada.

O corte de gastos, se de fato for realizado, abre espaço para que a equipe econômica reduza as taxas de juros. Com isso, a tendência é que menos dólares migrem para o país em busca de rendimentos maiores, o que interromperia o movimento de desvalorização da moeda norte-americana no mercado interno.

“Essa ação vai ajudar a política anti-inflacionária do Banco Central para que ele possa, quando achar possível, reduzir os juros no país de modo que atraia menos capital externo”, disse Mantega.

Segundo o ministro, os detalhes do contingenciamento ainda estão sendo estudados:”Essa redução está sendo feita a partir de um estudo minuncioso de cada ministério. Não é um corte linear, porque não seria racional. É melhor fazer uma solução qualitativa, sem prejudicar as ações principais de cada ministério”, declarou.

Mantega acrescentou que os projetos de interesse do governo serão preservados. “Os projetos prioritários continuam, e os que são menos prioritários poderão ser adiados, atrasados ou implementados num ritmo mais lento”, afirmou, em entrevista coletiva.

Juros – O ministro também afirmou que, em janeiro, enquanto a dimensão do corte não é definida, os ministérios estão autorizados a gastar apenas o mínimo necessário. Não permitiremos que o dólar derreta”, declarou.

Mantega atribuiu a desvalorização do dólar à recuperação da economia americana. Na visão dele, a melhoria nos índices incentiva os investidores a diversificar as aplicações. Como consequência, a compra de dólar deixa de ser uma das opções mais interessantes do mercado.

Nesta terça-feira, o dólar chegou ao menor patamar em dois anos: a moeda americana fechou o dia cotada em 1,649 real. A valorização do real desfavorece as exportações e ameaça o desempenho da indústria do país.

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