Clique e assine a partir de 9,90/mês

Manifestantes planejam jogar ‘pó de mico’ na polícia do Rio

'Novidade' será usada em mais um protesto marcado para às 17h30 desta quarta, na esquina da rua onde mora o governador Sérgio Cabral, no Leblon

Por Da Redação - 17 jul 2013, 16h23

O protesto programado para a noite desta quarta-feira na rua onde mora o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, promete novos momentos de tensão entre manifestantes e policiais. O evento “Grande Ato na Rua do Cabral”, convocado pelo Facebook, tem mais de 10 000 confirmações de presença. A Polícia Militar do Rio de Janeiro descobriu, com o monitoramento de redes sociais, que uma das ações previstas é o uso de “pó de mico” – substância que causa irritação e coceira – e o lançamento de fezes de animais contra o edifício localizado na Rua Aristides Espínola, no Leblon, Zona Sul.

Leia: Governo do Rio admite excessos da polícia em protestos

Um relatório de inteligência da PM – documento informal que serve como primeira informação para a tomada de decisões do comando – informa sobre algumas das táticas defendidas pelos organizadores do protesto. Um dos manifestantes orienta o grupo sobre como preparar o pó de mico em balões de festa, para lançar sobre os policiais.

Continua após a publicidade

A segurança foi reforçada no local. Por volta das 15 horas, a rua do bairro do Leblon já estava bloqueada, com acesso restrito aos moradores. O Batalhão de Choque deslocou dezesseis veículos – além de outros três comuns da Polícia Militar – e um caminhão-pipa, usado para dispersar grupos com um jato potente de água. Cerca de setenta agentes já estão concentrados à espera da chegada dos manifestantes.

Leia mais:

Leia mais: Lindbergh Farias, o cara-pintada contra a bala de borracha

Jornada – A tensão com os protestos aumenta com a proximidade da chegada do papa Francisco, para a Jornada Mundial da Juventude. O pontífice desembarca na cidade na próxima segunda-feira, para uma semana de evento.

Continua após a publicidade

O primeiro compromisso é uma recepção no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, onde também já foram feitas manifestações e houve tumulto entre policiais e manifestantes. Nesta quarta-feira, o Vaticano negou que haja planos de tirar do Guanabara a recepção, como sugerido por autoridades brasileiras de segurança.

Leia também:

Paes pede trégua nos protestos do Rio: ‘Papa não tem culpa’

Rio repete protesto com pancadaria e vandalismo

Continua após a publicidade

Reprodução

Evento no Facebook convoca para mais um protesto em frente ao prédio onde mora o governador Sérgio Cabral
Evento no Facebook convoca para mais um protesto em frente ao prédio onde mora o governador Sérgio Cabral VEJA
Publicidade