‘Mandato aliado não é alienado’, dizem Paulo e Ana Carolina Serra sobre apoio a Tarcísio de Freitas
Em entrevista ao Radar, deputada e presidente do PSDB-SP defendem reconstrução da bancada tucana em Brasília e garantem tom crítico ao governo paulista
Ao transitar por Santo André, no ABC Paulista, neste período eleitoral, é fácil notar que a força do PSDB ainda se faz presente na região, graças ao casal mais conhecido do município: Paulo Serra e Ana Carolina Serra. Nas principais vias da cidade, incontáveis bandeiras levam seus rostos e números nesta eleição de 2026. O ex-prefeito andreense tenta uma cadeira na Câmara Federal, enquanto a deputada busca a primeira reeleição no âmbito estadual.
Após retirar a candidatura ao Governo de São Paulo, em junho, o líder do PSDB no estado declarou apoio a Tarcísio de Freitas (Republicanos). O movimento gerou críticas de quadros históricos psdbistas, descontentes com a condução da legenda no maior colégio eleitoral do país. Ao Radar, o casal avaliou que, mesmo com a parlamentar integrando a base governista na ALESP e a chancela de Paulo Serra à permanência de Tarcísio no Palácio dos Bandeirantes por mais quatro anos, as falhas da administração estadual não são nem serão desconsideradas.
”Acho que faz parte também da boa gestão o reconhecimento daquilo que precisa ser melhorado, daquilo que precisa ser mudado”, afirma a deputada, que tem atuação de destaque na vigilância dos serviços prestados pela Sabesp e na fiscalização do transporte público, em especial nas linhas da CPTM, responsável pelos trens metropolitanos de São Paulo. Já o candidato à Câmara dos Deputados reforçou a ideia, frisando que “o mandato aliado não é um mandato alienado” e que não fecharão os olhos para os problemas do território paulista em caso de vitória do atual governador.
O presidente estadual dos tucanos reconhece que disputar a chefia do Executivo estadual ajudaria a mobilizar eleitores, mas pondera que a sua desistência está relacionada ao momento vivido pelo partido, que exige “pé no chão” e foco na reconstrução da bancada na Casa Baixa. Atualmente, a histórica legenda não possui nenhum deputado federal por São Paulo e, para estas eleições, formou uma federação com o Cidadania. “Não passa pela minha cabeça o PSDB não superar a cláusula de barreira”, defende Serra, que é 1º vice-presidente nacional da sigla, abaixo apenas de Aécio Neves no diretório.
O partido, que no passado rivalizava com o PT, trabalha com a meta de eleger entre 25 e 30 deputados federais no pleito de outubro — o que seria uma demonstração de que pode se reerguer nacionalmente e ainda tem capacidade de pautar temas centrais para o futuro do Brasil.







