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Malhação de Judas põe Feliciano e mensaleiros no alvo

Por Da Redação - 30 Mar 2013, 16h33

Os protestos contra a permanência do pastor Marcos Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados continuaram neste sábado de Aleluia. Cerca de 50 pessoas se reuniram para malhar o Judas na Vila Planalto, bairro de Brasília próximo à Esplanada dos Ministérios. Neste ano, o Judas, traidor de Jesus Cristo, conforme a tradição cristã, foi representado pela imagem do pastor.

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A assessora parlamentar do Senado, Leiliane Rebouças, organizadora do ato, contou que a brincadeira é tradicional na região – o pai dela, “seu” Francisco, chegou em Brasília em 1968 e instituiu a malhação de Judas no bairro. A manifestação traz um protesto político a cada edição. “Neste ano não poderíamos falar de outro assunto”, disse Leiliane. “Pensamos que ele (Feliciano) não é a pessoa adequada para estar na comissão. Boa parte da minha família é evangélica, mas não concordamos com a intolerância dele.”

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O boneco de 1,55 metro, composto de ferro, papel reciclado, e vestido com roupas de brechó – camisa xadrez, calça e gravata verdes – foi amarrado a um poste da Praça Zé Ramalho, na Vila Planalto. Na fisionomia, uma foto impressa do rosto de Feliciano. Os manifestantes bateram com pedaços de madeira nele.

Mensaleiros – Em Franca, no interior paulista, houve malhação de Judas em vários bairros. Na rua General Carneiro, área central da cidade, o costume já tem 58 anos. Tomás Tardivo, de 85 anos, criou a brincadeira no local e desde então muita gente se aglomera para malhar o boneco. Foram lembrados como “herdeiros” de Judas o pastor Marcos Feliciano, os petistas José Dirceu e José Genoino, condenados no julgamento do mensalão, e até a presidente Dilma Rousseff. “A gente sempre cita os políticos porque são eles que fazem o povo passar muita raiva”, explica Tardivo.

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(com Estadão Conteúdo)

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