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“Mais uma peça para atacar Bolsonaro”, diz Flávio sobre prisão de Queiroz

Senador afirmou que está tranquilo em relação à prisão do ex-assessor e alegou que a investigação sobre o escândalo da "rachadinha" é perseguição política

Por Redação Atualizado em 18 jun 2020, 12h11 - Publicado em 18 jun 2020, 10h09

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) se manisfestou nesta quinta-feira, 18, sobre a prisão do ex-assessor Fabrício Queiroz em um imóvel pertencente ao seu advogado, Frederick Wassef, na cidade de Atibaia. Flávio afirmou que vê o caso com tranquilidade e atribuiu a uma perseguição política a investigação aberta contra ele e Queiroz.

“Encaro com tranquilidade os acontecimentos de hoje. A verdade prevalecerá! Mais uma peça foi movimentada no tabuleiro para atacar Bolsonaro. Em 16 anos como deputado no Rio nunca houve uma vírgula contra mim. Bastou o Presidente Bolsonaro se eleger para mudar tudo! O jogo é bruto”, disse o senador no Twitter.

Ex-assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, Queiroz estava dormindo quando policiais arrombaram a porta do imóvel em que ele estava. Proprietário da chácara onde o ex-assessor foi encontrado, Wassef também é advogado do presidente Jair Bolsonaro.

Neste momento, Queiroz está a bordo de um helicóptero que deixou São Paulo rumo ao Rio de Janeiro. Ele deve ser encaminhado para o presídio de Benfica, localizado na Zona Norte da cidade.

Amigo de Jair Bolsonaro, o ex-policial militar ganhou notoriedade após o órgão de inteligência financeira do governo – o antigo Coaf, rebatizado de UIF – ter detectado movimentação financeira atípica e incompatível com sua remuneração mensal quando ele trabalhava no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

Entre 2014 e 2015, foram movimentados 5,8 milhões de reais. Entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, mais 1,2 milhão de reais. O relatório também registrou que Queiroz depositou 24.000 reais na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro. A reação inicial do presidente foi admitir que era amigo de Queiroz e dizer que o dinheiro repassado a Michele fazia parte do pagamento de um empréstimo que ele havia concedido ao amigo de longa data. O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga o caso.

Queiroz foi assessor de Flávio Bolsonaro até outubro de 2018. O ex-policial é suspeito de operar em favor do senador um esquema de “rachadinha”, termo utilizado para designar um ato de corrupção que consiste na devolução de parte dos salários dos servidores ao político para o qual trabalham.

Como mostrou o Radar, os investigadores apreenderam dois celulares e muitos documentos que eram guardados por Queiroz em Atibaia.

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