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Lula x Flávio: o que explica as diferenças nos números das pesquisas Quaest e Nexus

As duas pesquisas mostram equilíbrio entre os líderes da corrida presidencial, mas divergem nos percentuais, especialmente sobre a votação na Região Sudeste

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 set 2026, 17h34 | Atualizado em 15 set 2026, 10h17
Lula x Flávio: o que explica as diferenças nos números das pesquisas Quaest e Nexus Priorize VEJA no Google

A Nexus e a Quaest, dois dos principais institutos de pesquisa do país, divulgaram seus mais novos levantamentos sobre a corrida presidencial nesta segunda-feira, 14, com números distintos – embora ambas retratem no final um cenário de equilíbrio no duelo entre os principais favoritos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), há divergências importantes entre os dois institutos.

No primeiro turno, a Quaest aponta 36% das intenções de voto para Lula contra 31% de Flávio. A diferença de cinco pontos percentuais a favor do petista é a mesma no levantamento da Nexus, mas os números são outros: 42% a 37%. Comparando os dois levantamentos, há uma diferença expressiva entre eles no que se refere ao percentual de indecisos, que é de 10% na Quaest e de 2% na Nexus. Veja abaixo os dois cenários:

1º TURNO – QUAEST

Lula (PT): 36%
Flávio Bolsonaro (PL): 31%

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Augusto Cury (Avante): 7%
Renan Santos (Missão): 4%
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (era 3%)
Romeu Zema (Novo): 1%
Indecisos: 10%

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Branco/nulo/não vai votar: 7%

1º TURNO – NEXUS
Lula: 42%
Flávio Bolsonaro: 37%

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Augusto Cury: 6%
Ronaldo Caiado: 5%
Renan Santos: 2%
Romeu Zema: 1%
Indecisos: 2%

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Nenhum/branco/nulo: 4%

SEGUNDO TURNO

Já no segundo turno, embora nos dois levantamentos Lula e Flávio apareçam empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, há uma inversão nas posições. Na Quaest, pela primeira vez, Flávio aparece numericamente à frente de Lula – 42% a 40%. Já na Nexus o presidente tem 47% contra 46% do candidato do PL.

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Como ocorre no primeiro turno, o que difere bastante nos dois levantamentos é o percentual de eleitores indecisos ou que indicaram que não irão votar em ninguém.

2º TURNO – QUAEST
Flávio Bolsonaro (PL): 42%
Lula (PT): 40%
Branco/nulo/não vai votar: 13%
Indecisos: 5%

2º TURNO – NEXUS
Lula (PT): 47%
Flávio Bolsonaro (PL): 46%
Nenhum/branco/nulo: 6%
Não sabe/não respondeu: 1%

Maior diferença está no Sudeste

Análise feita por VEJA com base nos recortes das duas pesquisas mostra que a maior discordância entre os dois institutos está na Região Sudeste.

Segundo a Nexus, sem considerar a margem de erro, Lula tem cinco pontos de vantagem sobre Flávio (48% a 43%), enquanto na Quaest é o senador que está em ampla vantagem: dezesseis pontos à frente do petista (47% a 31%). Considerando o peso da região, que concentra 42% do eleitorado do país, a divergência pode ser significativa para o resultado final.

No Sul, também há bastante discrepância. Segundo a Nexus, Lula está 39 pontos atrás de Flávio (29% a 68%) na região, mas esse número cai para 22 pontos percentuais no levantamento da Quaest (52% a 30%).

Entre as mulheres, que formam a maioria do eleitorado, também há divergências. Para a Nexus, a disputa nesse segmento está em 53% a 40% para Lula, enquanto na Quaest a vantagem do petista é menor (41% a 38%).

Os institutos também apontam números bem diferentes para o segmento do eleitorado que tem ensino superior. Segundo a Nexus, a vantagem de Flávio é de quatro pontos (48% a 44%), mas de acordo com a Quaest ela é de quinze (49% a 34%).

Entre os eleitores que ganham mais de cinco salários mínimos, também há muita diferença: vantagem de dois pontos para Flávio na Nexus (48% a 46%) e de treze pontos na Quaest (47% a 34%).

Por que isso ocorre?

As divergências entre os números colhidos pelos institutos podem ocorrer por vários motivos, como o peso dado a diferentes segmentos ou recortes geográficos do eleitorado. As empresas de pesquisa usam dados oficiais do IBGE e do TSE e fazem as ponderações estatísticas sobre o tamanho de cada estrato (renda, escolaridade, região, gênero etc) no eleitorado total. Se há pesos distintos para algum, os resultados também podem apresentar diferenças.

Também podem ter impacto no resultado final, mesmo que pequenas, eventuais diferenças na distribuição geográfica das entrevistas ou na definição do peso dado a cada parte do território nacional.

Por fim, há também o uso de metodologias distintas, que pode justificar pequenas diferenças no resultado final. A Nexus faz a sua pesquisa por telefone, via método CATI (Computer-Assisted Telephone Interviewing, ou Entrevista Telefônica Assistida por Computador). Já a Quaest usa entrevistas presenciais e domiciliares (o entrevistador vai à casa do eleitor).

Sobre os dias de coleta, há uma diferença importante: a Nexus fez as suas entrevistas entre 11 e 13 de setembro, enquanto a Quaest ouviu os eleitores de 10 a 13 de setembro. Em um noticiário aquecido pelas revelações diárias envolvendo escândalos e o acirramento da crise no Supremo Tribunal Federal, um dia a mais ou a menos no campo pode fazer alguma diferença.

Os dois institutos ouviram números muito parecidos de brasileiros: 2.003 no caso da Nexus e 2.004 no caso da Quaest. A margem de erro também é a mesma: dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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