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Lula tenta reverter a desvantagem registrada no primeiro turno no Rio

O ex-presidente esteve no Complexo do Alemão

Por Gustavo Silva
Atualizado em 12 out 2022, 13h50 - Publicado em 12 out 2022, 13h01

Um dia depois de fazer campanha na Baixada Fluminense, considerada decisiva para avançar no Rio de Janeiro, o ex-presidente Lula esteve hoje no Complexo do Alemão, conglomerado de favelas na Zona Norte carioca. Como ficou atrás do presidente Jair Bolsonaro no estado, que é o terceiro maior colégio eleitoral do país, Lula empreende esforços ali para amealhar votos nestas últimas semanas antes do pleito, mirando os mais pobres – parcela da população com maior propensão a aderir à sua candidatura.

Na ocasião, na manhã desta quarta-feira 12, o candidato do PT, que usava o boné com as letras “CPX”, abreviação de “Complexo”, defendeu obras realizadas no conjunto de favelas durante o período em que exerceu a presidência. “Essa área tem muita obra da época em que eu o presidente da República”, disse – e aproveitou para disparar contra o oponente: “A única construção que Bolsonaro fez foi a compra de 51 imóveis com dinheiro vivo”.

Chamou atenção um gesto do ex-presidente, que fincou uma bandeira do Brasil (hoje identificada com a candidatura bolsonarista) no carro no qual foi transportado, além de agitar, ele próprio, uma outra, enquanto caminhava. “Vamos reconquistar o país”, afirmava Lula. No Complexo do Alemão, onde Lula venceu por 54% a 38,8% no primeiro turno, os moradores compareceram em peso para vê-lo de perto. Sua popularidade naquela área está ligada a dois fatores principais: políticas públicas sob sua gestão voltadas para essas favelas e a concentração local de nordestinos, uma fatia em que o ex-presidente se sobressai. “Tem muita gente do Nordeste nas comunidades e isso faz a gente simpatizar com ele”, explicou a moradora Maria Dantas.

Lula fez seu périplo no Alemão acompanhado de lideranças que o apoiam no Estado, como o prefeito Eduardo Paes (PSD), o candidato derrotado ao governo pelo PDT, Rodrigo Neves, Alessandro Molon (PSB), que perdeu a disputa ao senado, e Marcelo Freixo (PSB) – o nome para o Palácio Guanabara que o PT abraçou, mas que acabou derrotado no primeiro turno, deixando o ex-presidente diante da incômoda situação de não ter grandes palanques em território fluminense.

À noite, Lula embarca para o Nordeste, rumo à Bahia, onde o PT está atualmente à frente na corrida pelo governo. A estratégia de Lula é frear a tentativa de crescimento de Bolsonaro na região.

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