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Lula reúne aliados em SP para debater reforma política

Apesar de os líderes do PT negarem, eleição municipal de 2012 dificilmente ficou fora da discussão; encontro foi em hotel na zona sul

Por Adriana Caitano 16 Maio 2011, 19h44

Com o pretexto de discutir a reforma política, líderes do PT e de partidos da base aliada, como PSB, PC do B e PDT se reuniram nesta segunda-feira, em São Paulo. Sob a batuta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é pouco provável que tenham deixado de tratar das eleições municipais de 2012 no encontro, a portas fechadas, em um hotel na zona sul da capital. A reunião foi a primeira de Rui Falcão à frente da presidência do partido com legendas aliadas.

O discurso oficial é o de que o PT só vai tratar do pleito do ano que vem após a reunião do diretório nacional da legenda, em junho. Foi o que disse Falcão ao término do evento, nesta segunda. Mas o ex-presidente, é notório, já começou a dar seus palpites na disputa em São Paulo, por exemplo, como a preferência pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, na disputa pela prefeitura.

Consenso – Lula deixou o hotel sem dar entrevistas. Segundo Falcão, o próprio ex-presidente pediu para participar de reuniões em que sejam discutidos assuntos de interesse da população, como a reforma política. Nos bastidores, sabe-se que, mais do que participar, Lula vai se manifestar publicamente sobre o tema quando o PT e as legendas da base chegarem a um consenso – o que ainda não existe em relação a determinados pontos, como a lista fechada. “Vamos seguir debatendo a reforma porque alguns pontos ainda carecem de amadurecimento”, disse o presidente do PSB, o governador Eduardo Campos (PE).

Indagado sobre as recentes declarações do vice-presidente, Michel Temer (PMDB-SP), de que poderia haver dificuldades de tramitação da matéria no Congresso, Falcão respondeu: “Se não tivéssemos a opinião de que a reforma política é possível não estaríamos aqui”.

Após a reunião, Eduardo Campos afirmou que caberá ao diretório estadual do PSB decidir se vai pedir ou não na Justiça o mandato do deputado federal Gabriel Chalita de volta. Ele deixou o PSB para integrar o PMDB de Temer.

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