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Lula reedita versão ‘paz e amor’ em discurso, mas aprofunda polarização

Ex-presidente disse que eleitores terão de escolher entre 'Brasil da democracia e do autoritarismo', ao mesmo tempo em que tentou ampliar base de apoio

Por Bruno Ribeiro Atualizado em 7 Maio 2022, 14h03 - Publicado em 7 Maio 2022, 13h36

Arquitetado pelo novo marqueteiro do PT, Sidônio Palmeira, o ato de lançamento da pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República buscou vender uma versão mais ao centro do ex-presidente, ao mesmo tempo em que aprofundou a polarização de sua campanha contra o governo Jair Bolsonaro.

Em um vídeo no início do evento e durante o discurso de Lula, a ênfase foi questionar se a população queria um governo associado à intolerância, à violência e ao totalitarismo (o de Bolsonaro) ou se preferia um governo de prosperidade, desenvolvimento e democracia.

Sem citar nomes, de maneira indireta, o ex-presidente, se comparou ao atual mandatário. “Quando o Brasil terá a oportunidade de decidir que país vai ser pelos próximos anos, e pelas próximas gerações. O Brasil da democracia ou do autoritarismo? Da verdade ou das sete mentiras contadas por dia? Do conhecimento e da tolerância ou do obscurantismo e da violência? Da educação e da cultura ou dos revólveres e dos fuzis?”, disse Lula. “Nunca foi tão fácil escolher. Nunca foi tão necessário fazer a escolha certa”, disse.

Lula disse querer governar “para que o fascismo seja devolvido ao esgoto de onde não deveria ter saído”. E afirmou que não tem rancor do período em que passou preso, em função dos julgamentos da Operação Lava Jato que foram revogados pelo Supremo Tribunal Federal.

O ex-presidente discursou tempo todo atrás de uma bandeira do Brasil e o palco estava com as cores verde e amarelo, em contraste com o público que vestia, em sua maioria, vermelho, com associada com os partidos de esquerda.

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Para evitar polêmicas, Lula leu o o discurso e buscou acenar para diversos setores da sociedade. Ao mesmo tempo em que sinalizou com direitos trabalhistas e apoio à pautas identitárias, como questões ligadas ao público feminino e LGBTQIA+, pautas mais ligadas à sua base da esquerda, tentou ampliar o universo eleitoral tratando de crescimento econômico , inflação e geração de emprego.

Citando o educador Paulo Freire, que costuma ser muito atacado pela direita, o líder petista defendeu a aliança com Geraldo Alckmin e afirmou que é preciso “Unir os divergentes para enfrentar os antagônicos”.

O ex-presidente disse ainda que era preciso devolver a “soberania” ao país, e repetiu a palavra, muito comum no meio militar, ao tratar de críticas a privatizações, da defesa da Amazônia e da cultura e da fome, desemprego e inflação. Mas não apresentou propostas. “Em vez de promessas, apresento o imenso legado do nosso governo”.

Ao final, Lula afirmou que a ex-presidente Dilma Rousseff não deve participar de seu governo, como ministra, por ser “muito grande” para tanto.

A tentativa de associar a candidatura a um passado melhor se fez presente também na trilha sonora do evento: a música “Lula lá”, jingle da campanha presidencial de 1989.

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