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Lula provoca: ‘Eleitor de Marina tem obrigação moral de votar em Dilma’

Ex-presidente manteve o tom raivoso contra Aécio em Porto Alegre. Em meio a onda de ataques que promove, criticou 'histeria' da direita

Por Jean-Philip Struck, de Porto Alegre 22 out 2014, 17h36

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve em discurso nesta quarta-feira, no Rio Grande do Sul, o tom raivoso contra o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves. Em busca dos votos daqueles que optaram por Marina Silva (PSB) no primeiro turno, afirmou que os eleitores da ex-senadora têm a “obrigação moral” de votar agora na presidente Dilma Rousseff (PT). Marina declarou apoio e voto em Aécio na semana passada. Na noite desta quarta, a ex-ministra de Lula aparecerá na propaganda do tucano na TV – e tratará, justamente, dos ataques petistas, dos quais foi vítima na primeira etapa da corrida eleitoral.

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“Todo mundo que votou na Marina tem a obrigação moral e política de votar no [governador] Tarso Genro e na Dilma. Não tem outro voto, porque votar no Aécio é votar no atraso”, afirmou Lula. A declaração foi feita em um comício no centro da capital gaúcha, que também contou com a participação do governador Tarso Genro (PT), que tenta se reeleger. Segundo a Brigada Militar (PM gaúcha), cerca de 6.000 pessoas acompanharam o discurso do ex-presidente.

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“Histeria” – Lula também comparou o que considera um clima de “histeria” na campanha eleitoral deste ano com o clima de tensão que precedeu o suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas, em 1954. “A mesma histeria que a direita tinha contra Getúlio, nos anos 50, eu vejo estampada no discurso dos nossos adversários”, comentou.

Na sequência, o ex-presidente continuou a série de ataques pessoais contra Aécio Neves, ironizando a expressão choque de gestão usada pelo tucano. “Esse negócio de choque de gestão já deram na Dilma, o choque de gestão da tortura”, disse Lula, que ficou cerca de duas horas em Porto Alegre. Por fim, Lula pediu que os eleitores concedam a vitória a Dilma como um presente pessoal para ele. “Eu faço 69 anos na segunda-feira, dia 27. Por favor, me deem de presente a vitória de Tarso e Dilma.”

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