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Lula está em ‘estado de solidão’, concluem senadores após vistoria

Comissão de Direitos Humanos considera adequada estrutura física onde ex-presidente está custodiado, mas cobra ampliação das visitas e autorização de amigos

Por Guilherme Venaglia - 25 abr 2018, 13h43

Os senadores que vistoriaram a cela do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, concluíram que “as condições gerais da carceragem são adequadas”, mas que a Lei de Execuções Penais está sendo violada por ser “extremamente limitado o acesso de visitas”.

Nesta quarta-feira, a Comissão de Direitos Humanos aprovou o relatório, formulado pelo senador João Capiberibe (PSB-AP). “A violação a esse direito tem prejudicado o ex-presidente que se encontra em estado de solidão diante da impossibilidade de receber seus amigos”, escreveu o parlamentar.

A conclusão da Comissão decide duas deliberações: um pedido à Polícia Federal para que seja ampliada a permissão de visitantes e dias de visita, incluindo os amigos do ex-presidente; uma comunicação ao Ministério Público para que tome providências contra a “violação” dos direitos do petista. Os senadores pedem, também, que seja considerado “tratar-se de um ex-presidente da República com expressiva aprovação popular, um líder político mundialmente conhecido e respeitado”.

Custódia

Foram relatadas, também, as condições da custódia de Lula. Ele se encontra em uma sala com 15 metros quadrados, “composta por uma cama simples, um banheiro adaptado, uma mesa, televisão e livros”. Lula também tem direito a duas horas de sol e três refeições por dia. O senador Capiberibe escreveu ter ouvido mais dois presos da carceragem, que relataram, também, “condições adequadas” de custódia.

A questão do “isolamento” esteve presente no relato dos demais senadores que ingressaram na carceragem da Polícia Federal e que foram registradas no relatório. Humberto Costa (PT-PE) escreveu: “No entanto, verificamos a condição de isolamento, praticamente de confinamento numa solitária. Essa situação é absolutamente degradante a uma pessoa que sempre teve a sua vida pautada pelo diálogo, pela conversa”.

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