Lula diz que Brasil não aceita desaforo e afirma que falará de tarifaço só depois que Trump se pronunciar
Em agenda no Rio de Janeiro, o presidente destacou que não permitirá que a sociedade brasileira seja enganada pelos Estados Unidos
Dois dias após o governo dos Estados Unidos ter confirmado a aplicação do novo tarifaço sobre produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não aceita desaforo e disse que só falará sobre o tema depois que Donald Trump se pronunciar.
O petista destacou ainda que não permitirá que a sociedade seja enganada pelos Estados Unidos.
“Eu falei para caramba e não falei do tarifaço. Não vou falar, porque a notícia tem que ser o SUS, a notícia tem que ser as nossas carretas, a notícia tem que ser o tratamento das mulheres. Por isso, vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Quando o Trump falar, eu falarei. Enquanto ele não falar, eu não falarei”, disse Lula durante sua visita à Carreta da Saúde da Mulher, no Rio de Janeiro.
“Porque nós vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha mentindo. Ou é mais verdadeiro que nós ou não vai enganar a sociedade brasileira”, acrescentou.
Ainda durante a agenda na Fundação Oswaldo Cruz voltada à ampliação do acesso a serviços de saúde para mulheres, o presidente voltou ao recorrer ao discurso da defesa da soberania. “Esse país precisa estar de cabeça erguida, porque esse país não aceita que nenhum outro país do mundo faça desaforo para o Brasil. Queremos respeito da mesma forma que damos respeito para todo mundo”.
Ontem, Lula se reuniu com os ministros para elaborar as formas de reagir à decisão do governo norte-americano de aplicar uma nova taxa aos produtos brasileiros.
Ficou decidido que, mais do que responder politicamente, é preciso argumentar contra o tarifaço no campo técnico para manter as portas abertas para um diálogo que possa acarretar na revisão da medida ou pelo menos na ampliação da lista de exceções.







