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Lula cita falta de reciprocidade em diálogo com EUA, mas diz que Brasil não abandonará mesa de negociações

Petista afirmou que não haverá veto para negociações, mas destacou que o Brasil não ficará chorando por produtos que não conseguir vender aos Estados Unidos

Por Marcelo Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 jul 2026, 16h46 | Atualizado em 22 jul 2026, 17h04
Lula cita falta de reciprocidade em diálogo com EUA, mas diz que Brasil não abandonará mesa de negociações Priorizar nos meus resultados Google

Em cerimônia do anúncio das medidas de socorro a empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que houve falta de reciprocidade no diálogo com o governo norte-americano, mas pontuou que o Brasil não abandonará a mesa de negociações.

“Ninguém vai ganhar do Brasil mentindo. Nós estamos na mesa de negociação, já mandamos vários documentos e propostas, eu pessoalmente fui aos Estados Unidos, ficamos três horas discutindo negociação”, disse Lula.

“A gente nunca encontrou reciprocidade na conversa. Isso vai aumentar o nosso antagonismo aos Estados Unidos? Não, não vai, porque a gente não vai sair da mesa de negociação. Eles que digam que não vão negociar, porque estamos lá sentados na mesa, fazendo proposta toda vez e fazendo eles provarem que eles tinham alguma razão em taxar o Brasil”, completou.

Acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Lula afirmou que não haverá veto para as negociações, mas destacou que o Brasil não ficará chorando por produtos que o país não conseguir vender aos Estados Unidos.

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“E vamos ficar na mesa de negociação. Se quiserem participar, participem. Se quiserem mandar email, tweet, que mandem, nós vamos estar na mesa de negociação com as nossas propostas para tudo. Não tem veto de negociação. Não vamos ficar chorando produtos que a gente não vendeu para eles, porque nós vamos procurar outros compradores”, disse o presidente.

Durante o evento, o presidente anunciou a liberação de 18,5 bilhões de reais em crédito para empresas afetadas pelas tarifas adicionais de 25% aplicadas a produtos brasileiros.

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Além disso, sancionou uma lei que liberou 15 bilhões de reais em recursos para linhas de crédito do Plano Brasil Soberano, ampliando assim o programa criado no ano passado para responder ao primeiro tarifaço dos Estados Unidos.

Quais empresas mais ganharam e perderam com o tarifaço dos EUA

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