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Luiz Sérgio: divergência com PMDB não deve ser a última

Ministro das Relações Institucionais participou de almoço semanal dos líderes governistas na Câmara. E minimizou atritos entre aliados

Por Gabriel Castro 31 Maio 2011, 14h40

Líderes do PMDB e do PT ensaiaram mais uma aproximação nesta terça-feira, numa tentativa de reduzir o desgaste causado pelas divisões recentes entre as legengdas. O almoço semanal de líderes governistas foi reforçado pela presença do ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio – um dos alvos das críticas de aliados, pela pouca interlocução com a presidente Dilma Rousseff.

A relação entre as duas principais legendas do bloco governista piorou desde a votação do Código Florestal, em que os votos peemedebistas ajudaram a derrotar o governo.

Embora admita o desgaste entre os partidos, Luiz Sérgio tratou o caso como natural: “Isto é normal dentro de uma relação entre partidos. Não foi a primeira vez e não deve ser a última”, afirmou Luiz Sérgio após o encontro.

O representante do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), disse que o problema não envolve uma troca de interlocutores, e sim a intensidade do contato entre o Planalto e os aliados: “Tem que se conversar mais. Mas não significa trocar com quem se vai se conversar”, afirmou. O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, também garantiu que o assunto está encerrado: “Uma derrota em uma emenda não pode se transformar em crise. Esse assunto é página virada na Câmara”, afirmou.

Tentando aumentar o diálogo com partidos aliados e diminuir a insatisfação na base, a presidente Dilma Rousseff agendou para esta quarta-feira uma reunião do Conselho Político, que agrega representantes do governo e das legendas da base.

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