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Loja de chocolates de Flávio Bolsonaro também foi alvo de operação

O estabelecimento, de sociedade do senador com a esposa, localizado em shopping da Barra da Tijuca, só abriu as portas depois do almoço

Por Roberta Paduan, João Pedroso de Campos - Atualizado em 18 dez 2019, 18h01 - Publicado em 18 dez 2019, 16h03

O senador Flávio Bolsonaro (Aliança-RJ) também foi alvo da operação realizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira, 18. Os promotores do MP do Rio estiveram na franquia da Kopenhagen no shopping Via Parque, na Zona Oeste da capital fluminense. Segundo o advogado de Flávio, Frederick Wassef, a loja foi arrombada.

VEJA confirmou com lojistas do shopping que promotores e policiais estiveram na loja pela manhã. O estabelecimento só abriu as portas depois do almoço. Flávio e a esposa Fernanda Antunes Bolsonaro são sócios no estabelecimento.

A operação de hoje tem o objetivo de elucidar as suspeitas envolvendo um esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio, filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, à época em que era deputado estadual no Rio de Janeiro. O Ministério Público desconfia que o senador recebia parte dos salários de seus ex-funcionários.

A suspeita veio à tona há um ano, por meio de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que indicou operações financeiras atípicas nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor, segurança e motorista de Flávio. Uma das linhas de investigação indica que Queiroz era responsável por arrecadar parte dos salários dos funcionários do gabinete e repassar ao então deputado estadual.

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O MP também realizou buscas e apreensões em endereços de Queiroz e Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro.

No mandado de busca e apreensão, expedido em 17 de dezembro, o juiz Flávio Itabaiana de Olveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal do Rio, autorizou o Ministério Público a ter “acesso a extração de qualquer conteúdo armazenado nos materiais apreendidos, inclusive registros de diálogos telefônicos ou telemáticos, como mensagens SMS ou de aplicativos WhatsApp”.

Com acesso a esse material, o Ministério Público poderá analisar todas as mensagens trocadas por ex-assessores de Flávio Bolsonaro nos últimos anos.

‘Desnecessário’, diz advogado de Flávio

O advogado Frederick Wassef, que defende Flávio Bolsonaro, criticou o modo como o Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriu um mandado de busca e apreensão na loja de chocolates que tem Flávio como sócio, em um shopping na Zona Oeste do Rio.

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“Não havia ninguém na loja, chegaram cedo e arrombaram para entrar. Não era necessário esse procedimento para entrar em uma loja de chocolates, uma empresa. Era só esperar chegar um funcionário que prontamente ia atender o pedido da autoridade e tudo estaria certo. Então é desnecessária a forma como está se dando isso”, disse Wassef a VEJA.

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