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Lista de Janot muda ritmo em Brasília

Procurador-geral da República deve enviar nesta segunda ao STF cerca de oitenta pedidos de abertura de inquéritos contra ministros, senadores e deputados

Mesmo diante da expectativa de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviar nesta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) a lista com cerca de oitenta pedidos de investigação contra ministros e parlamentares com base nas delações da Odebrecht, o presidente Michel Temer vai tentar manter o clima de normalidade e focar em agendas positivas para desviar a atenção do assunto. No Congresso, porém, a avaliação é de que as revelações deverão afetar a agenda de votação tanto na Câmara como no Senado.

Para parlamentares, o ritmo das votações vai depender do impacto da nova lista no mundo político. No Senado, os pedidos de abertura de inquérito podem atingir nomes importantes do PMDB e do PSDB e inviabilizar a votação da segunda etapa da repatriação de recursos de brasileiros depositados ilegalmente no exterior, considerada prioritária para os Estados em crise.

Também citado por executivos da Odebrecht, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), convocou uma reunião de líderes para terça-feira para definir o comando das comissões permanentes da Casa, mas abandonou a ideia de colocar em votação nesta semana o projeto sobre terceirização, considerado polêmico pela oposição.

“O Congresso vai precisar mostrar maturidade para separar as agendas econômica e política”, disse o líder do DEM na Câmara, deputado Efraim Filho (PB). Há, no entanto, quem defenda a tese de que deixar o plenário esvaziado, sem votações, é pior, porque torna a Operação Lava Jato a única pauta da semana.

No Planalto, para mostrar que o governo não está paralisado diante da nova lista de Janot, Temer convocou uma reunião para esta segunda, às 9h30, para discutir segurança pública e combate ao crime organizado. A agenda presidencial prevê ainda uma viagem no fim da semana para inaugurar uma obra contra enchentes na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

Além de deputados e senadores, pelo menos dois ministros da cúpula do Palácio do Planalto devem estar na nova lista de Janot: o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que volta ao trabalho nesta segunda-feira após um período de licença médica, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. Interlocutores do presidente dizem, porém, ter convicção de que Temer, pessoalmente, não será atingido pelas delações.

O discurso oficial de auxiliares do presidente é que, para o governo, o ideal seria que o conteúdo das delações fosse divulgado de uma vez, para que o Planalto não fosse atingido, a cada semana, com novos fatos. Os pedidos encaminhados por Janot serão analisados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo. Apenas se Fachin autorizar a derrubada do sigilo das delações é que o conteúdo se tornará público.

Supremo

Entre os ministros do Supremo, o discurso é que a chegada da “megadelação” não vai alterar a rotina da Corte. O número especulado de políticos citados,  cerca de 200, não impressiona o ministro Celso de Mello. “Todos os julgamentos que chegam ao Supremo são importantes e relevantes”, disse. Segundo o ministro Gilmar Mendes, os novos pedidos de abertura de inquéritos não vão paralisar os trabalhos do Supremo. Perguntados sobre se são a favor ou contra o fim do sigilo das delações, os ministros não opinaram. “Isso está confiado ao relator”, afirmou Mendes.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. noal, não temos bandidos de estimação. Panelas para que? Para defender os corruptos ou criticar o janot? A moral de quem tem bandido de estimação é a mesma do bandido.

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  2. O importante é que ninguém seja abortado nas investigações de ilícitos delatados pelos colaboradores, face sua ideologia partidária, companheirismo, amizades, enfim, que haja celeridade, competência, impessoalidade e imparcialidade nas investigações. As verdades aflorarão, portanto, não adianta disfarces, arquivamentos e protelações para proteger quem quer que seja. Se isto acontecer, saberemos, e a desgraça será sem fim aos incautos da imoralidade na justiça.

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  3. Jose Eugenio Bevilaqua

    O “cara de ostra vampiro” também está na ‘lista’? rsrsrsrs…

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  4. Santos, não tem nenhum de direita. Psdb nunca foi de direita. Partido fundado por comunistas assumidos. Pmdb (mdb) é a origem de todos os partidos de esquerda.

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  5. news da hora

    Primeiro prender a maior organização criminosa ! De todos os tempos . Antecipar eleições para que ?
    Para que corruptos como Lula , Aécio , Color , Renan , Dilma , … se candidate . Se preciso for , que a ministra Carmen lúcia termine este pior mandato da história , pois tem honradez e moral . Para 2018 tem que aparecer homens e mulheres com ficha limpa verdadeira . Cadeia Neles !

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  6. Pena que todos esses pilantras não vão para a cadeia.

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  7. Edison Rudolfo Galitzki

    É preciso ficarmos de olho aberto para que a “lista de Janot” não seja igual a “lista de Schindler”, que na época, acertadamente serviu para beneficiar vítimas do holocasto. Já neste caso, quem provovou o holocausto brasileiro, precisa ser “exterminado” da política.

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  8. Jorge Dias da Silva

    Esta lista é ao contrário da lista de Schindler, esta é pra condenar, Schindler comprava a libertação dos Judeus, livrando-os dos Campos de concentração nazista.

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