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Líder do DEM defende ‘pena alternativa’ para Bolsonaro

Deputado do Rio classificou como "promiscuidade" eventual relação de seu filho com mulher negra, o que provocou uma onda de protestos

Por Da Redação - 1 abr 2011, 19h17

O líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), defendeu a possibilidade de aplicação de uma “pena alternativa” a Jair Bolsonaro (PP-RJ), que em entrevista ao programa CQC da TV Bandeirantes qualificou como “promiscuidade” a possibilidade de um filho seu ter relação com uma mulher negra e fez ataques a homossexuais. A OAB quer que a Câmara abra uma investigação contra o parlamentar do Rio.

Neto destacou que relata um projeto que altera o funcionamento do Conselho de Ética e permite a aplicação de outras penas ao parlamentar. Atualmente, o Conselho pode apenas cassar ou absolver o deputado investigado. ACM Neto conversou com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para que o projeto seja incluído na pauta. Maia ficou de consultar os líderes partidários.

“Este projeto cria uma gradação de penas. No caso do Bolsonaro talvez cassar seja demasiado, mas também não podemos permitir que fique impune. Então, se houvesse uma possibilidade de suspensão de mandato ou algo assim seria mais apropriado”, disse ACM Neto.

Ele afirmou que Bolsonaro é reincidente em declarações polêmicas. ACM Neto afirma que quando foi corregedor da Casa já tinha dado uma advertência ao colega. “Essas declarações dele fogem ao padrão do bom comportamento parlamentar. O Bolsonaro é reincidente nisso. Ele já cometeu essas ofensas outras vezes e agora extrapolou todos os limites. Ele já foi advertido e ficou claro que uma nova prática não seria tolerada.”

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(Com Agência Estado)

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