Levantamento acende alerta para Lula e revela uma surpresa nas redes sociais
Dados da Ativaweb DataLab, feito com exclusividade para VEJA, mostra mudanças na força digital dos candidatos a poucas semanas do primeiro turno
A campanha presidencial entrou na reta decisiva, mas a disputa nas redes sociais já começa a produzir vencedores, perdedores e possíveis surpresas. Levantamento da Ativaweb DataLab, feito com exclusividade para VEJA, mostra movimentos distintos entre os principais nomes na corrida ao Palácio do Planalto — e indica que tamanho, sozinho, já não é suficiente para medir a força de uma candidatura no ambiente digital.
Augusto Cury aparece como o principal destaque do período, com forte crescimento nas redes. O candidato pelo Avante teve uma taxa de engajamento que subiu mais de 1000%, considerada um fenômeno, nos últimos 30 dias. O aumento de número de seguidores também foi surpreendente, chegando a 1344 milhão nesse período. No total, o empresário tem mais de 9600 milhões.
Em termos de comparação, o presidente Lula (PT) teve um aumento de 2,2% de engajamento nas redes, Flávio Bolsonaro (PL) registrou 15,8%, Renan Santos (Missão) 41%. Enquanto, Ronaldo Caiado (PSD) conquistou 18% e Romeu Zema (Novo) teve uma queda de 8,7%.
O fundador do MBL manteve a maior tração proporcional entre os candidatos analisados. Flávio Bolsonaro, por sua vez, combina escala e consistência. Lula segue com a maior base digital, mas o levantamento acende um sinal de alerta para uma recente perda de seguidores.
“Na campanha, o número não vale apenas pelo tamanho; vale pela direção que ele começa a tomar”, afirma Alek Maracajá, da Ativaweb.
A nova leitura dos dados também mostra que a disputa digital não se resume mais à contagem de seguidores. Engajamento, capacidade de mobilização e ritmo de crescimento passaram a pesar na corrida. Nessa comparação, Ronaldo Caiado segue com dificuldade para mobilizar sua base, enquanto Romeu Zema perdeu velocidade competitiva.
“Seguidor mostra presença, engajamento mostra energia e crescimento mostra para onde a disputa está indo”, diz Maracajá.
A poucas semanas do primeiro turno, o desafio dos candidatos será transformar os movimentos observados agora em uma tendência duradoura. Um salto pontual pode render atenção e manchetes, mas a força política no digital depende da capacidade de sustentar a curva até a votação.
“No digital, uma onda pode nascer em poucos dias; o difícil é chegar forte com ela até a urna”, afirma Maracajá.







