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Lava Jato: recesso pode atrasar inquéritos sobre citados por Pessoa

Relator da Lava Jato na corte, ministro Teori Zavascki só deve despachar sobre novas investigações de políticos com foro privilegiado em agosto

Investigações sobre políticos citados na delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia e chefe do ‘clube do bilhão’, só devem ser autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal a partir de agosto. O recesso do Judiciário começa na quarta-feira, e a perspectiva é de que o relator da Operação Lava Jato na corte, ministro Teori Zavascki, despache sobre novos inquéritos e diligências eventualmente solicitados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao retornar do período de descanso.

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Fontes do Ministério Público Federal dizem que não haverá tempo hábil para que Zavascki avalie eventuais pedidos de investigação até o recesso começar. Apesar da pausa no Supremo, os trabalhos de investigação continuarão no período e Janot pode tanto solicitar novos inquéritos como fazer denúncias ou mesmo arquivar casos. A avaliação, pelo STF, é que ficará pendente.

Nos depoimentos prestados à Procuradoria-Geral da República, Pessoa envolveu políticos com foro privilegiado no esquema de cartel e corrupção da Petrobras, conforme revelou VEJA. Ele apresentou uma planilha intitulada “Pagamentos de caixa dois ao PT”, no qual cita repasse de 250.000 reais ao ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante (PT), na campanha ao governo de São Paulo em 2010.

Pessoa também disse ter sido “achacado” pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Edinho Silva, então tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014, a doar 7,5 milhões de reais à campanha da petista. Ao todo, Pessoa mencionou dezoito pessoas.

Nesta segunda-feira, vence o período de sessenta dias, já prorrogado uma vez, para que o procurador-geral conclua inquéritos já em curso que têm como alvos políticos com foro privilegiado. Na maioria dos casos, no entanto, pedidos de prorrogação de prazo já foram feitos pela Polícia Federal e pelos procuradores. É o caso das investigações de autoridades como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

(Com Estadão Conteúdo)