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Lava Jato investiga corrupção em rodovias federais no Paraná

Nova fase da operação mira irregularidades cometidas por seis concessionárias que atuam no estado

Por Da redação Atualizado em 27 set 2018, 07h50 - Publicado em 26 set 2018, 10h29

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a Operação Integração II, 55ª fase da Lava Jato. A investigação mira casos de corrupção na concessão de rodovias federais no estado do Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração.

Os alvos das medidas são as seis concessionárias que administram a malha rodoviária: Econorte, Ecovia, Ecocataratas, Rodonorte, Viapar e Caminhos do Paraná, além de intermediadores e agentes públicos corrompidos beneficiários de propinas.

Policiais federais, auditores da Receita Federal e membros do Ministério Público Federal participam da ação realizada simultaneamente no Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. Aproximadamente 400 servidores públicos participam das ações desta quarta. Estão sendo cumpridos 73 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e dezesseis mandados de prisão temporária.

Um dos alvos de prisão temporária é o empresário Luiz Abi Antoun, primo do ex-governador Beto Richa (PSDB). Antoun foi preso em 11 de setembro na Operação Rádio Patrulha, que investiga suposta organização criminosa no governo de Richa. Ele foi solto dias depois por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, a partir da deflagração da primeira fase da Operação Integração – em 22 de fevereiro deste ano (48ª etapa da Lava Jato) – e com o avanço das investigações, a análise de todas as provas e os acordos de colaboração premiada firmados por alguns investigados, foi possível identificar a existência de núcleos específicos e organizados que “atuavam de forma criminosa” para explorar e obter benefícios indevidos a partir dos contratos de concessão de rodovias federais no Paraná.

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A PF identificou núcleos político (composto por altas autoridades do governo do Paraná que agiam praticando atos de ofício em benefício das concessionárias e realizando influência política junto aos órgãos técnicos), técnico (agentes públicos com estreita ligação com as empresas contratadas, que atuavam na elaboração de aditivos contratuais fraudulentos, entre outras irregularidades) e empresarial (funcionários, diretores e presidentes das concessionárias que se organizavam para ratear o pagamento de propinas, propor aditivos com base em desequilíbrio econômico-financeiro fraudulento, entre outras irregularidades) do esquema.

Os investigados responderão pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude a licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa, entre outros. Todos os presos na ação serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição do Juízo da 23ª Vara Federal.

Posicionamento das empresas

A CCR, responsável pela Rodonorte, afirmou em nota que “tem contribuído com as autoridades no sentido de esclarecer todos os pontos pertinentes à questão em curso e permanece à disposição para quaisquer outros esclarecimentos que se fizerem necessários”.

A Viapar disse que “sempre cumpriu todas as regras legais e está comprometida em atender ao contrato de concessão, de forma ética e transparente”. A empresa afirmou estar “à disposição das autoridades públicas para auxiliar nos esclarecimentos necessários para a elucidação dos fatos”.

A Ecovia e a Ecocataratas informam que estão “colaborando plenamente com as autoridades e reafirmam seu compromisso com a transparência e a ética em todas as suas relações profissionais.” A Econorte, controlada pela Triunfo Participações e Investimentos “reitera que sempre contribuiu de forma transparente com as investigações ligadas à Companhia e suas controladas. A Companhia continua à disposição para prestar os esclarecimentos necessários à elucidação dos fatos relacionados à Operação Integração II”.

A Caminhos do Paraná ainda não se manifestou a respeito.

(Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

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