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Kassab elogia Meirelles, mas considera Alckmin ‘o melhor nome’

O presidente licenciado do PSD afirmou que o ministro da Fazenda precisa 'reunir circunstâncias' para ser o candidato da sigla na disputa pelo Planalto

Por Guilherme Venaglia - Atualizado em 26 Feb 2018, 17h05 - Publicado em 26 Feb 2018, 16h32

O ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD), deu nesta segunda-feira mais um sinal de que Henrique Meirelles não terá vida fácil para disputar a Presidência da República pelo PSD. Kassab elogiou o ministro da Fazenda, mas defendeu apenas uma candidatura “do centro” e com um nome “que não será escolhido pela sua qualidade, mas pelas circunstâncias”.

O presidente licenciado do PSD deixou claro que neste momento não considera que Meirelles reúna esses fatores, dizendo que ele “será candidato se reunir circunstâncias”. Hoje, o chefe da equipe econômica tem apenas entre 1% e 2% das intenções de voto e foi prejudicado pelo naufrágio da reforma da Previdência. Ele cogita migrar de partido caso a atual legenda não abrigue seu projeto presidencial.

Gilberto Kassab, que comandou a prefeitura paulistana de 2006 a 2012, falou após acertar convênios de telefonia com o atual prefeito, João Doria (PSDB), e indicou qual é o cenário que vê como melhor opção no momento. “Caso tenhamos coligação, as consultas apontam que o melhor nome é o do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.”

O aceno de Kassab a Alckmin não é sem motivo: o ex-prefeito articula para concorrer a vice-governador de São Paulo na chapa de Doria. Apesar de ressalvar que o atual prefeito não se colocou na disputa, faltando pouco mais de vinte dias das prévias do PSDB, o líder do PSD fez questão de elencar as “diversas manifestações” a favor do tucano na cidade.

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“O PSD estará muito confortável em apoiar João Doria, porque sabemos das suas qualidades”, afirmou o ministro. “O Estado de São Paulo estará muito bem governado se tiver, à frente, João Doria”, completou.

Kassab ainda fez um aceno ao chefe, o presidente Michel Temer (MDB). Ele lembrou que hoje Temer não fala publicamente sobre a possibilidade de disputar a reeleição, mas ressaltou que, caso ele faça esse movimento, “é evidente que o partido vai analisar o seu nome.”

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