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Justiça proíbe dono das lojas Havan de influenciar voto de funcionário

Para juiz, Luciano Hang adotou conduta 'flagrantemente amedrontadora' contra empregados ao dizer que fecharia lojas e demitiria caso esquerda vença eleição

Por Agência Brasil - Atualizado em 3 out 2018, 18h53 - Publicado em 3 out 2018, 18h17

O juiz Carlos Alberto Pereira de Castro, da 7ª Vara do Trabalho de Florianópolis, atendeu a pedido de medida cautelar do Ministério Público do Trabalho (MPT) e proibiu que o empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, adote condutas capazes de influenciar os votos de seus funcionários, sob pena de multa de 500.000 reais.

Hang foi acusado pelo MPT de constranger seus 15.000 funcionários durante dois “atos cívicos” em diferentes lojas de Santa Catarina, nos quais ele disse que a empresa poderá vir a “fechar as portas e demitir” seus colaboradores caso algum candidato de esquerda vença as eleições. Ele disse ainda contar que seus empregados votem em Jair Bolsonaro no primeiro turno do pleito, no próximo domingo, 7.

O magistrado entendeu que o “tom da fala do réu aponta no sentido de uma conduta flagrantemente amedrontadora de seus empregados, impositiva de suas ideias quanto a pessoa do candidato que eles deveriam apoiar e eleger”.

Pereira de Castro determinou ainda que a rede Havan deverá divulgar em todas as suas lojas no país o inteiro teor de sua decisão, de modo a deixar claro a seus funcionários que eles têm o direito de livre escolha na hora do voto. O despacho deverá também ser publicado no Facebook e no Twitter oficial da empresa até esta sexta-feira, 5, ordenou o juiz.

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Segundo a assessoria de imprensa da Havan, o empresário Luciano Hang ainda não foi notificado da decisão judicial, e deverá se manifestar sobre o caso em momento oportuno. Na terça-feira 2, o MPT divulgou nota em que alerta empresas a não coagir ou direcionar os votos de seus funcionários.

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