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Justiça italiana retoma hoje julgamento de extradição de Pizzolato

Condenado no julgamento do mensalão a doze anos e sete meses de prisão, ex-diretor do Banco do Brasil foi preso na Itália em fevereiro deste ano

Por Da Redação 28 out 2014, 08h10

A Justiça da Itália retoma nesta terça-feira o julgamento do pedido do governo brasileiro para que o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, seja extraditado. A sessão que seria destinada a julgar o pedido teve início em 5 de junho, na Corte de Apelação de Bolonha, mas as juízas responsáveis pelo caso concederam prazo para que a defesa de Pizzolato analisasse documentos apresentados pelo Ministério Público Federal sobre as condições dos presídios brasileiros.

Os advogados de Pizzolato alegam à Justiça italiana que as cadeias no Brasil apresentam condições “degradantes”, que violam o princípio da dignidade humana.

O ex-diretor do BB, que também tem cidadania italiana, fugiu do Brasil para não ser preso, mas acabou sendo capturado em Maranello, na Itália, em fevereiro deste ano.

O governo brasileiro pede que ele seja extraditado para que cumpra a pena de 12 anos e 7 meses de prisão no país onde o crime aconteceu. O Ministério Público da Itália também é a favor da extradição. Pizzolato foi condenado por crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o procurador Eduardo Pellela está desde a última sexta-feira na Itália e irá acompanhar o julgamento.

Em entrevista coletiva em julho deste ano, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o Brasil apresentou à Justiça italiana documentos que comprovam que o presídio da Papuda, no Distrito Federal, e as penitenciárias de Santa Catarina, onde o Pizzolato tem domicílio, têm condições de abrigar o mensaleiro em condições que “respeitam os direitos humanos”.

Encarcerado – Na Itália, Pizzolato está detido no presídio Sant’Anna di Modena, na cidade italiana de Modena. Em maio deste ano, a Justiça italiana rejeitou o pedido da defesa para que ele pudesse aguardar em liberdade a decisão sobre o processo de extradição.

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