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Justiça decreta prisão de Sininho e outros dois black blocs

Trio desrespeitou proibição de participar de protestos. Sininho e Karlayne Moraes da Silva Pinheiro são consideradas foragidas

O juiz Flavio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, decretou nesta quarta-feira a prisão de Elisa Quadros, a Sininho, e outros dois black blocs. De acordo com o magistrado, o trio descumpriu medidas cautelares impostas pelo habeas corpus concedido aos três em julho. Isso porque participaram de um protesto na Cinelândia em 15 de outubro, embora estejam proibidos de participar de manifestações.

Além de Sininho, Igor Mendes da Silva e Karlayne Moraes da Silva Pinheiro tiveram a prisão decretada. Silva já foi preso, mas suas colegas estão foragidas. Os três e mais vinte denunciados respondem pelo crime de formação de quadrilha armada.

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Um habeas corpus concedido em julho permitia aos três responder ao processo em liberdade. Naquele mês, eles foram presos na véspera da final da Copa do Mundo, acusados de planejar e participar de atos violentos em manifestações de rua.

“O descumprimento de uma das medidas cautelares impostas aos réus em substituição à prisão demonstra que a aplicação das referidas medidas cautelares se mostra insuficiente e inadequada para garantia da ordem pública, tendo em vista que os acusados insistem em encontrar os mesmos estímulos para a prática de atos da mesma natureza daqueles que estão proibidos”, afirma o juiz em sua decisão.

O grupo de 23 foi investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na Operação Firewall. Dezenove foram presos na véspera da final da Copa do Mundo acusados de organizar protestos violentos que seriam realizados durante a partida. Durante o cumprimento dos mandados de prisão, foram apreendidas garrafas, litros de combustível, um revólver e uma bomba caseira.