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Justiça agenda interrogatórios de executivos de empreiteiras

Sócios e dirigentes de construtoras envolvidas na Lava Jato vão prestar depoimento sobre fraudes na Petrobras nos dias 4, 6, 8, 11 e 13 de maio

Por Daniel Haidar 6 abr 2015, 18h48

A Justiça Federal agendou os interrogatórios dos executivos de empreiteiras presos pela Operação Lava Jato. Detidos desde novembro, dirigentes de Camargo Corrêa, UTC Engenharia, OAS, Mendes Júnior, Engevix e Galvão Engenharia vão sentar pela primeira vez no banco dos réus e responder em audiências aos questionamentos do juiz federal Sérgio Moro e do Ministério Público Federal.

Os empreiteiros foram presos no dia 14 de novembro de 2014, quando a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram a sétima fase da Operação Lava Jato, conhecida como Juízo Final e focada no braço empresarial do esquema de corrupção que desviou mais de dois bilhões de reais da Petrobras.

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Os executivos serão interrogados na Justiça nos dias 4, 6, 8, 11 e 13 de maio. João Ricardo Auler, presidente do conselho de administração da construtora Camargo Corrêa, será o primeiro a responder os questionamentos do MPF e do juiz Sérgio Moro. Ele será ouvido às 9h30 do dia 4 de maio. No mesmo dia, o dono da UTC, Ricardo Ribeiro Pessoa, prestará depoimento às 14 horas. Todos os executivos presos serão escoltados da carceragem da Polícia Federal em Curitiba ou do Complexo Médico-Penal em Pinhais para a sede da Justiça Federal no Paraná.

Os dois principais delatores da Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, vão prestar depoimento nos dias 28 e 29 de abril. Ainda vão ser ouvidos o ex-diretor de Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró e Fernando Antônio Falcão Soares, o principal lobista do PMDB na estatal.

Também serão interrogados até o fim de maio os executivos Dalton Avancini e Eduardo Leite, da Camargo Corrêa, que foram libertados recentemente, beneficiados por acordo de delação premiada acertado com o Ministério Público.

Desde o início das ações penais, foram ouvidas dezenas de testemunhas de defesa em outros Estados, a maioria por videoconferência. O interrogatório dos acusados é o último ato de instrução no processo penal, sendo seguido pelos debates entre as defesas dos acusados e o Ministério Público. Em seguida, ocorre o julgamento.

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