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Junta médica avalia que Bolsonaro não tem condições de ser transferido

Grupo de cinco médicos, dois da Santa Casa de Juiz de Fora e três do Sírio-Libanês, entende que ele ainda 'não possui estabilidade hemodinâmica'

Por João Pedroso de Campos Atualizado em 7 set 2018, 10h31 - Publicado em 7 set 2018, 00h32

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, foi examinado no início da madrugada desta sexta-feira, 7, por uma junta de cinco médicos na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora (MG), que concluiu que o presidenciável ainda não tinha condições de ser transferido da unidade para São Paulo.

Bolsonaro passou por uma cirurgia de cerca de quatro horas nesta quinta-feira, 6, depois de ser esfaqueado em um ato de campanha na cidade mineira. O esfaqueador, Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos, foi preso em flagrante.

A junta médica, composta por dois médicos da Santa Casa e três do hospital paulistano, concluiu que “o paciente não possui estabilidade hemodinâmica para uma transferência de hospital”. Conforme nota divulgada pelo hospital mineiro, ele passou por nova avaliação na manhã desta sexta-feira 7, quando foi avaliada uma melhora e decidida a transferência para o Hospital Albert Einstein, na capital paulista.

A avaliação do candidato à Presidência foi feita pelo cirurgião Luiz Henrique Borsato, que conduziu a operação, e o cardiologista Eduardo Borato, ambos da Santa Casa de Juiz de Fora, além de Filomena Galas, Juliano Pinheiro de Almeida e Ludmilla Abraão Hajjar, do Sírio-Libanês.

Na noite desta quinta-feira, em coletiva de imprensa, Borsato classificou o estado de saúde do presidenciável como “grave, mas estável”. Bolsonaro está se recuperando na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital na cidade mineira, mas está consciente e já recebeu familiares e assessores. Os médicos avaliam que ele deve ficar ao menos um período de sete a dez dias hospitalizado.

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Segundo Luiz Henrique Borsato, as lesões mais graves, que representavam risco à vida de Jair Bolsonaro, foram “identificadas e tratadas” durante a cirurgia, “mas é claro que complicações da cirurgia podem acontecer, uma delas a infeção intra-abdominal”. O médico disse que o período dos próximos dois dias é crucial para a recuperação.

Borsato apontou que a facada desferida por Adelio Bispo de Oliveira causou uma “volumosa hemorragia interna”, deixou três perfurações no intestino delgado do presidenciável, que foram suturadas, e uma “lesão grave” no cólon transverso, uma porção do intestino grosso. Neste caso, não houve pontos, mas um procedimento conhecido como colostomia, que consiste na exteriorização de parte do intestino em uma bolsa.

De acordo com o cirurgião, Jair Bolsonaro deve ficar cerca de dois meses com a bolsa da colostomia e, então, será operado novamente para reverter o procedimento. 

Veja abaixo a íntegra da nota divulgada pela Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora sobre a avaliação da junta médica:

O candidato à presidência Jair Bolsonaro foi avaliado agora a pouco por uma junta médica composta por cinco médicos: dois da Santa Casa JF e 3 do Sírio Libanês. São eles:  dr. Luiz Henrique Borsato, cirurgião da Santa Casa, dr. Eduardo Borato, cardiologista da Santa Casa e os médicos do hospital Sírio Libanês, Dra Filomena Galas, Dr. Juliano Pinheiro de Almeida e dra. Ludmilla Abraão Hajjar. Foi constatado que, no momento, o paciente não possui estabilidade hemodinâmica para uma transferência de hospital. Amanhã, dia 7, às 8h, ele passará por uma nova avaliação.

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