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Juízes federais e procuradores criticam Renan: ‘Profunda repulsa’

Associações reagiram às declarações do presidente do Senado, que chamou de "juizeco"o magistrado responsável pela prisão dos policiais legislativos na Métis

As duras críticas do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao magistrado Vallisney de Souza Oliveira, a quem chamou de “juizeco” por sua atuação à frente da Operação Métis, provocaram a reação de juízes federais e de procuradores da República, além da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. Em nota, trinta e nove juízes da seção judiciária do Distrito Federal, onde Oliveira trabalha, também manifestaram “profunda indignação e repulsa” às declarações de Calheiros e prestaram solidariedade ao colega.

“Impressiona saber que o presidente do Senado e do Congresso Nacional, sob o equivocado e falacioso argumento de um ‘Estado de Exceção’, e com sério comprometimento das relevantes atribuições de seu cargo, permita-se aviltar o tratamento respeitoso devido a outra autoridade que, como ele, é também membro de Poder, isso sim a criar um cenário de instabilidade e a colocar em severa dúvida se é o Estado republicano, democrático e de Direito que realmente se busca defender”, diz o texto assinado pelos magistrados. Vallisney é titular da 10ª Vara do DF, responsável por processos de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e de colarinho branco.

Nesta segunda-feira, numa rara entrevista em seu gabinete, Renan Calheiros classificou a operação, que prendeu quatro policiais legislativos na última sexta, como um “espetáculo inusitado que nem a ditadura fez”. “Tenho ódio e nojo a métodos fascistas. Como presidente do Senado, cabe a mim repeli-los”, disse o peemedebista. Na visão de Renan Calheiros, o juiz de primeira instância não teria prerrogativa para tomar decisões em relação à Polícia do Senado.

As Associações dos Procuradores da República (ANPR), dos Magistrados do Brasil (AMB) e dos Juízes Federais (Ajufe) soltaram uma nota de repúdio às “palavras exaradas” por Renan Calheiros, que, segundo as corporações, demonstram o comportamento de “alguém que se acha acima das leis”. “As declarações são tão mais graves porquanto advindas do chefe de uma das Casas do Poder Legislativo, de quem se deveria sempre esperar a defesa da democracia e da ordem jurídica, e não menosprezo aos demais poderes ou defesa de privilégios até territoriais absolutamente descabidos em uma República, e inexistentes na Constituição”, diz o texto da ANPR assinado pelo presidente da instituição, procurador José Robalinho Cavalcanti.

A ANPR e a Ajufe ainda destacaram que nenhuma autoridade com foro privilegiado foi alvo da Operação Métis – portanto, o juiz natural do processo seria Vallisney Oliveira. E aproveitaram a ocasião para defender o fim do foro – “um instituto anacrônico e nada republicano”. O presidente da Ajufe, Roberto Veloso, que assina o texto, ainda pediu a rejeição completa do projeto de lei que trata do abuso de autoridade, “amplamente defendido” pelo presidente do Senado, “cujo nítido propósito é o de enfraquecer todas as ações de combate à corrupção e outros desvios em andamento no país”.

 

Comentários

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  1. Isabelle Criswall

    O BAFO DO JUIZECO SÉRGIO MORO NO CANGOTE, E TÁ QUENTE.FOCA P F

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  2. Eduardo O Silva

    Os juízes, assim como os promotores, ainda não entenderam algo simples. Ficar com essa postura de polidez institucional não vai resolver a corrupção, pelo contrário. Ou os juízes e promotores ficam unidos e colocam toda sociedade contra esses ladrões, bem contra a parte da imprensa que os apoia, ou eles atropelarão o judiciário e o mp, modificando as leis até se sentirem protegidos e com poder suficiente para punir quem quiser derrubá-los. Pior que tem gente dentro do judiciário, haja vista o que ocorreu essa semana no STF, que apoia político ladrão.

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  3. Esses Juízes são os mesmos que aumentaram seus próprios salários(99%da classe ganha mais que o teto constitucional, segundo o Jornal Nacional), com o apoio do CNJ, e ainda vêm falar em repulsa? merecem é cadeia e não respeito!

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  4. Marcio Azevedo

    A corja está diminuindo, este é mais um que cairá em breve…está apenas esperneando.

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  5. João carlos

    RENAN é um coronel nordestino sem moral,não tem competência para rebaixar ninguém ele falta com o respeito como um bandido,é um coronel porque Nordeste não tem político e sim coronéis mal educado,grosso e demonstra que não tem filling nenhum.

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  6. João carlos

    Está descompensado nervoso porque o cerco as suas corrupções e roubalheiras estão entrando em foco,Ainda quem segura esse corrupto é a Justiça.

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  7. Cesar8002UTB

    Uma grande idiotice essa do Renan. Acho que agora os processos contra ele, todos os 11, vão andar bem rápido.

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  8. O senador cangaceiro estaa com medo de ser a bola da vez na Lava Jato

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  9. jair Lazarini

    JUIZECO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, esta é a classificação à um juiz de primeira instância, dada por um senador que tem dezenas de processos. Processos que só podem ser julgados no STF pois ele tem foro privilegiado. Uma agente da polícia foi obrigada a pagar R$5.000,00 de indenização a um juiz por dizer que ele era juiz mas não era Deus…. e agora excelências? Como ela deveria ter dito? Você é juiz, mas não passa de um juizeco!…. Juízes? Juizecos? juizeszecos?

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