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Josiel, irmão de Davi Alcolumbre, lidera a eleição após apagão no Macapá

Candidato perdeu votos durante a crise energética, mas é líder isolado, de acordo com o Ibope; segundo lugar tem um empate técnico entre seis candidatos

Por Redação Atualizado em 3 dez 2020, 20h27 - Publicado em 3 dez 2020, 20h17

A primeira pesquisa divulgada pelo Ibope após o adiamento da eleição em Macapá mostra que Josiel Alcolumbre (DEM), irmão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), lidera com folga a disputa pela prefeitura local. Ele conteve o crescimento da rejeição provocada pela crise energética no estado e somou 28% das intenções de votos válidos. A disputa pela segunda posição tem um empate técnico sêxtuplo: Antonio Furlan (Cidadania) tem 14%, seguido por Patrícia Ferraz (Podemos), com 13%, João Capiberibe (PSB), 13%, Cirilo Fernandes (PRTB), com 10%, Guaracy Silveira (PSL), com 9%, e Paulo Lemos (PSOL), com 7%. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

A eleição em Macapá foi suspensa por meio de uma decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, no dia 12 de novembro. Barroso justificou que, em função do apagão, a cidade não fornecia condições de segurança mínimas para que os eleitores fossem às urnas nas datas programadas inicialmente. O plenário do TSE, que ratificou a decisão, confirmou posteriormente que o primeiro turno do pleito deve acontecer no dia 6 de dezembro. Se houver necessidade, o segundo turno irá ocorrer no dia 20 deste mês.

Josiel, que também é suplente do irmão Davi no Senado, despontava como o favorito nas pesquisas antes da crise energética. Mas, após o apagão, despencou de 35% para 26% dos votos válidos, segundo o levantamento divulgado pelo Ibope no dia 11 de novembro. Na pesquisa anterior, Patrícia Ferraz havia subido de 13% para 18%, enquanto Dr. Furlan crescera de 13% para 17%. João Capiberibe tinha registrado queda de 17% para 13%. Os resultados desta sexta-feira comprovam que Josiel se manteve com índice estável e segue como favorito na disputa.

Por ser identificado com o universo político amapaense, Josiel também acumulou a rejeição da população contra quem estava lidando diretamente com a crise energética. O índice contra o candidato do DEM havia alcançado 36% durante o apagão, mas caiu para 30%, de acordo com esta nova pesquisa. Para se eleger, Josiel conta com o apoio do atual prefeito de Macapá, Clécio Luis (sem partido), e do governador Waldez Góes (PDT).

O mais rejeitado entre os candidatos continua sendo João Capiberibe, que é rechaçado por 53% da população (percentual idêntico ao registrado no levantamento anterior). Patrícia Ferraz tem 23%, contra 26% em novembro, e o Dr. Furlan tem 13%, mesmo percentual da pesquisa anterior.

Davi Alcolumbre se envolveu diretamente na crise energética para resolver o impasse. Em uma entrevista, o presidente do Senado disse que o maior prejudicado pelo apagão era o seu irmão, que vinha crescendo nas pesquisas eleitorais. Alcolumbre esteve na cidade por diversas vezes com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, mas só conseguiu fazer com que o presidente Jair Bolsonaro visitasse o estado após dezenove dias de apagão. Tanto Alcolumbre quanto o presidente foram alvos de protestos durante a agenda política que cumpriram na capital amapaense.

Embora o apagão tenha atingido 13 das 16 cidades do estado, Macapá foi o único município onde a eleição foi adiada. O governo federal afirma que o Amapá necessita de dois transformadores em funcionamento para garantir a distribuição completa de energia para todo o território, o que já está acontecendo. Existe a previsão de que seja instalado até o Natal um terceiro transformador para operar na reserva. Até lá, o Amapá pode sofrer com instabilidades pontuais. No último dia 27, quando foram realizadas as vendas de ‘Black Friday’, um apagão deixou todo o centro comercial de Macapá sem energia elétrica por 30 minutos.

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