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Jorge Zelada, ex-diretor da Petrobras, escondeu dinheiro em Mônaco

Zelada ocupou o cargo de 2008 a 2012, como sucessor de Nestor Cerveró, que está preso em Curitiba pela Operação Lava Jato da Polícia Federal

Por Daniel Haidar, de Curitiba - 16 mar 2015, 19h06

O Ministério Público Federal achou 10 milhões de euros escondidos em Mônaco pertencentes ao ex-diretor da área Internacional da Petrobras Jorge Zelada. A fortuna foi comunicada na semana passada pelas autoridades do país, em resposta a pedido dos procuradores da república que investigam o esquema de corrupção da Petrobras. Ele ocupou o cargo de 2008 a 2012, como sucessor de Nestor Cerveró, que está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba e é réu em duas ações penais por lavagem de dinheiro e corrupção.

Se depender dos procuradores, Zelada deve seguir o mesmo caminho do antecessor. Ele ainda é investigado, mas delatores da Operação Lava Jato relataram pagamentos de propina para ele. Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, disse que se existisse o crime de enriquecimento ilícito, Zelada estaria denunciado. O procurador é um defensor da criação desse crime no Código Penal. “Devemos perseguir na investigação até obter provas consistentes. Se tivéssemos crime de enriquecimento ilícito, forneceríamos acusação criminal contra Zelada”, afirmou Dallagnol.

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