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João Santana e Mônica Moura alegam dificuldades financeiras

Declaração foi feita pelos advogados do casal de marqueteiros em pedido ao juiz Sergio Moro para liberar os bens confiscados na Operação Lava Jato

Por Da Redação Atualizado em 14 ago 2017, 17h41 - Publicado em 14 ago 2017, 13h19

A defesa do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura enviou ao juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância, um pedido para que sejam liberados os bens bloqueados na operação. O documento, assinado pelos advogados Beno Brandão, Alessi Brandão e Juliano Campelo Prestes, alega que o casal passa por dificuldades financeiras.

Santana e Mônica foram responsáveis pelas campanhas que elegeram os petistas Luiz Inácio Lula da Silva (2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014) à Presidência. No processo movido contra o casal, Moro determinou o confisco de quase 22 milhões de reais de uma conta na Suíça. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os marqueteiros receberam verbas ilícitas ao organizarem campanhas políticas no Brasil e no exterior.  

“Ocorre que os colaboradores estão passando por dificuldades financeiras decorrentes do bloqueio dos valores, bem como, pelo fato de não poderem trabalhar e auferir renda para seus gastos pessoais e de suas famílias, sendo, então, de vital importância a restituição dos valores remanescentes, inclusive, para pagamento dos honorários advocatícios”, disseram os advogados.

  • A defesa disse que Santana e Mônica estão realizando “esforços hercúleos” para acelerar a repatriação dos recursos confiscados na Suíça e não podem ser punidos pela demora das autoridades em concluir o processo. E conclui o documento pedindo a liberação de “todo o valor remanescente” que foi bloqueado.

    Os marqueteiros foram presos na 23ª fase da Lava Jato, batizada de Acarajé, mas acabaram soltos em agosto do ano passado, após o pagamento de fiança de 30,7 milhões de reais. O casal fechou um acordo de delação premiada, cujos detalhes foram tornados públicos em maio. Entre outras revelações, eles afirmaram que Lula e Dilma sabiam dos pagamentos via caixa dois para despesas de campanha.

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