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João Santana é investigado por lavagem de dinheiro

Segundo as investigações da Lava Jato, o publicitário teria ocultado dinheiro ao comprar por 3 milhões de reais um apartamento em São Paulo, sequestrado pela Justiça nesta segunda-feira

Por Da Redação 22 fev 2016, 13h34

A principal suspeita que pesa contra o marqueteiro João Santanta, responsável pelas três últimas campanhas eleitorais que elegeram o ex-presidente Lula a presidente Dilma Rousseff é o crime de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações da Lava Jato, o publicitário teria ocultado patrimônio ao comprar um apartamento em São Paulo por três milhões de reais com o dinheiro recebido da Odebrecht. O imóvel foi sequestrado a pedido da força-tarefa da Lava Jato na Operação Acarajé, deflagrada nesta segunda-feira.

“Com o auxílio da Receira Federal, identificamos que João Santana adquiriu um apartamento em São Paulo de 3 milhões de reais, que parecia incompatível, pois não havia movimentação financeira [das suas contas no Brasil]. Existe todos os indícios de que foi adquirido por recursos espúrios, traduzindo por ato de lavagem”, disse o agente da PF Filipe Hille Pace.

De acordo com as investigações, foi detectado um pagamento de 1 milhão de dólares de uma conta nos Estados Unidos para o dono do apartamento. Além da ajuda da Receita, a força-tarefa contou com um acordo de cooperação internacional firmado com os EUA para conseguir detalhes das contas de Santana no país. Segundo Pace, há fortes indícios que mostram que Santana sabia da origem ilícita do dinheiro. Mandados de prisão foram expedidos contra ele e a sua mulher, Mônica Moura, que se encontram no exterior.

De acordo com as investigações, entre 25 de setembro de 2013 e 4 de novembro de 2014, dias após o fim do segundo turno presidencial, o operador de propinas Zwi Skornicki – preso hoje – repassou dinheiro à offshore panamenha Shellbill Finance SA, de João Santana e Mônica Moura. Foram nove transações, totalizando ao menos 4,5 milhões de dólares. A Shellbill Finance SA não foi declarada às autoridades brasileiras.

Outros 3 milhões de dólares pagos ao marqueteiro pelo Grupo Odebrecht partiram de contas ocultas no exterior em nome das offshores Klienfeld e Innovation, que já são alvo da Lava Jato por terem sido usadas para abastecer com propina os ex-diretores da Petrobras Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Jorge Zelada e Nestor Cerveró. O repasse do dinheiro enviado a João Santana pelas offshores ligadas à Odebrecht ocorreu entre abril de 2012 e março de 2013.

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