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João Doria: ‘Não criei o Bolsodoria, mas o incorporei’

Governador diz que slogan foi criado no interior de São Paulo e que o utilizou em 2018 para enfrentar partidos de esquerda

Por Da Redação - Atualizado em 3 out 2019, 04h36 - Publicado em 3 out 2019, 02h37

Cada vez mais divergente do presidente Jair Bolsonaro, após tê-lo apoiado nas eleições de 2018, o governador de São Paulo João Doria negou ter criado o slogan “Bolsodoria“, utilizado na época para aproximar as duas candidaturas. Em entrevista para a Globo News na noite desta quarta-feira 2, Doria afirmou que no período eleitoral era importante enfrentar “todos os partidos da esquerda juntos”.

“Eu não sou bolsonarista, não criei o ‘Bolsodoria’. O movimento nasceu no interior de São Paulo, espontaneamente, mas eu incorporei”, admitiu o governador. “Naquela circunstância, dada uma circunstância na qual eu enfrentava todos os partidos de esquerda juntos, todos faziam campanha contra mim. Numa campanha, qual era o meu caminho senão estar ao lado daqueles que advogavam com Jair Bolsonaro? Fiz como milhões de brasileiros, que votaram em Jair Bolsonaro para não ter a volta de Lula, Dilma e outros. Em eleição você sempre vai me ver em outro lado que o do PT”, completou.

Doria, que tem questionado constantemente Jair Bolsonaro, se esquivou de responder sobre planos de enfrentar o presidente nas eleições de 2022. De acordo com ele, as críticas mútuas entre os dois partiram de Bolsonaro.

“Não é momento de discutir eleições de 2022, três anos e meio antes, é um erro. E não fui eu quem iniciou esse processo. O presidente Bolsonaro, talvez, foi quem deflagrou o processo [de trocar críticas com Doria]”, disse o governador.

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Doria ressaltou que elogia alguns pontos do governo Bolsonaro e tem bom relacionamento com ministros como Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Paulo Guedes (Economia), Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) e Tereza Cristina (Agricultura). Comentando seu entendimento sobre as principais pautas para o país, o governador defendeu privatizações, inclusive da Petrobras. “É preciso ter coragem para privatizar”, avaliou.

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