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Janaína Paschoal vê ‘ditadura do parto normal’ com mulheres pobres

Em entrevista ao Páginas Amarelas, deputada estadual conta sobre seus projetos na Assembleia de São Paulo e se diz 'apaixonada' pelo trabalho na casa

Por Da Redação - Atualizado em 11 jun 2019, 19h37 - Publicado em 11 jun 2019, 18h50

Deputada estadual eleita com o maior número de votos da história do país, a advogada e professora de direito Janaína Paschoal (PSL-SP) quer que mulheres grávidas possam optar pela cesárea no Sistema Único de Saúde em São Paulo sem indicação médica. Em entrevista ao editor executivo Jerônimo Teixeira no programa Páginas Amarelas, ela argumenta que sua proposta tem o objetivo de dar autonomia à gestante.

“As mulheres que têm convênio e acesso à rede particular, já exercem essa autonomia. As únicas que não exercem são as que dependem da rede pública e estão submissas a uma ditadura do parto normal”, afirmou. Ela conta ter relatos de mulheres que tiveram o pedido pela cesárea negado na hora do parto e que esta opção pode ser mais segura para os bebês.

A deputada também contou estar “apaixonada” pelo trabalho na Assembleia Legislativa de São Paulo. “Tenho a possibilidade de pegar aquelas ideias todas que eu defendia em sala de aula e estou transformando em projetos”, afirma. “É um trabalho eminentemente jurídico de uma beleza incrível. É lindo.”

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Com a mesma convicção com que se empolga com o caminho percorrido por um projeto de lei, ela garante ter acertado ao declinar do convite de ser candidata a vice do presidente Jair Bolsonaro (PSL). “A condição de deputada me dá uma liberdade muito grande de manifestação do pensamento.”

Questionada sobre as disputas internas em seu partido, a deputada reputa os episódios à “juventude” do partido, catapultado à maior bancada da Alesp graças aos mais de dois milhões de votos amealhados pela parlamentar em conjunto com a onda bolsonarista das eleições de 2018 — mas espera mudanças para continuar na sigla.

“Não que eu seja superidentificada com o PSL, mas como ele está em formação, tenho esperança de que talvez eu consiga ver uma sigla mais à minha maneira do que é hoje. Vamos aguardar.”

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