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“Jamais patrocinei ou produzi fake news contra o STF”, diz Luciano Hang

Dono da rede de lojas de departamentos Havan foi alvo de operação da Polícia Federal, que investiga empresários, políticos e ativistas bolsonaristas

Por Roberta Paduan - Atualizado em 27 Maio 2020, 11h41 - Publicado em 27 Maio 2020, 11h13

O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, afirmou a VEJA que entregou “com tranquilidade” seu celular e computador aos agentes da Polícia Federal, que cumpriram mandado de busca e apreensão em sua casa, na cidade catarinense de Brusque, na manhã desta quarta-feira, 27. Bolsonarista ferrenho, Hang é um dos alvos no inquérito do Supremo Tribunal Federal, que investiga propagação de notícias falsas (fake news) em uma campanha de difamação contra a corte.

“Jamais patrocinei ou produzi fake news contra o STF ou qualquer membro da instituição”, afirmou Hang. Segundo ele, a perícia em seus aparelhos eletrônicos vão comprovar sua inocência. “Tudo o que eu falo e escrevo está publicado nas minhas redes sociais. Não tenho nada a esconder”.

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A operação deflagrada hoje cedo pela Polícia Federal, a pedido do STF, mira alvos bolsonaristas que flertaram com fake news e ameaças pesadas a integrantes do STF.

O inquérito, sob o comando do ministro Alexandre de Moraes, investiga também parlamentares da “bancada da fake news” bolsonarista. Eles, no entanto, não são alvos de mandados de busca. A determinação é que os deputados sejam ouvidos em até dez dias e que suas postagens, enquadradas em crimes, sejam preservadas pelas redes sociais.

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