Itamaraty diz que cabe à Defesa decisão sobre general venezuelano alvo de sanção pelos EUA
Brasil aprova nomeação de acusado de repressão como adido no país; diplomacia admite que a concessão é inédita
O Ministério das Relações Exteriores informou que a nomeação do general venezuelano Luis Gerardo Reyes Rivero para atuar como adido militar no Brasil foi confirmada pelo Ministério da Defesa.
Gerardo é alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos por suposta participação em repressões políticas durante manifestações na Venezuela. Em esclarecimentos enviados à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, o Itamaraty, por meio do chanceler Mauro Vieira, informou apenas comunicar a decisão final. O aval depende exclusivamente da pasta comandada pelo ministro José Múcio Monteiro, sem impedimentos apontados para a nomeação do militar.
O requerimento foi respondido aos parlamentares nesta sexta-feira (31) para esclarecer como se dá o processo de concessão do beneplácito diplomático, que nada mais é do que a aprovação prévia dada por um Estado receptor ao nome de um diplomata (como um embaixador) ou adido militar proposto por outro país.
O documento enviado à Câmara, menciona que o caso do militar venezuelano é considerado atípico, uma vez que pesquisas realizadas pelo governo federal não apontaram precedentes históricos de aprovação para diplomatas estrangeiros sob restrições internacionais semelhantes.







