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Investigadores iniciam depoimento à CPI do Cachoeira

Expectativa é de que a sessão secreta vá até a noite. Responsáveis por Operação Monte Carlo darão detalhes aos parlamentares

Por Gabriel Castro 10 Maio 2012, 11h12

A CPI do Cachoeira escuta nesta quinta-feira três investigadores responsáveis pela Operação Monte Carlo, que desmontou a quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira. O delegado Matheus Mella Rodrigues e os procuradores Daniel de Rezende Salgado e Léa Batista de Oliveira falarão em sessão secreta a deputados e senadores. O depoimento estava marcado para as 10h, mas atrasou cerca de 40 minutos. A expectativa é de uma reunião longa, que siga até a noite.

Para o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que integra a Comissão Parlamentar de Inquérito, a oitiva desta quinta é ainda mais importante do que a da terça-feira, quando a CPI ouviu o delegado responsável pela operação Vegas – que teve início em 2009, mas acabou paralisada. “Essa operação (Monte Carlo) foi mais consistente, porque teve começo, meio e fim, quebrou sigilos e separou aqueles que têm foro privilegiado”, disse o parlamentar. Foi a operação Monte Carlo que levou Cachoeira e seu bando à prisão, em 29 de fevereiro deste ano.

Enquanto isso, o debate sobre a responsabilidade do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ainda movimenta os integrantes da CPI. Parlamentares exigem que Gurgel e a mulher dele, a subprocuradora Cláudia Sampaio, expliquem a paralisação da Operação Vegas, mesmo após a coleta de indícios de que autoridades, como o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), tinham ligação com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Nesta quarta, Gurgel ligou as críticas ao medo do julgamento do mensalão, que ocorrerá nos próximos meses.

Integrante da CPI, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) disse nesta quinta-feira que não iria comentar as afirmações de Gurgel, mas não fugiu do tema: “Isso é uma bobagem. São duas coisas completamente diferentes. Mas não vou dizer que as pessoas que estão dizendo isso defendem o Cachoeira. Não sou leviano nem chegado a sofismas”.

Já o relator da CPI, Odair Cunha, disse que Gurgel não precisa vir pessoalmente à comissão, mas deve se explicar: “Estou preocupado com a resposta do procurador”, disse o parlamentar, ao chegar para a reunião desta quinta. “Se ele vai vir ou encaminhar um ofício, essa é a questão menos importante”.

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