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Integrantes do Novo pedem suspensão de Ricardo Salles do partido

Deputado estadual Chicão Bulhões afirma que "postura inadequada" do ministro do Meio Ambiente tem gerado dano à imagem da sigla

O deputado estadual do Rio de Janeiro Chicão Bulhões (Novo) afirmou que entrou, no sábado, 24, com uma representação no Conselho de Ética do partido junto com os membros Marcelo Trindade e Ricardo Rangel contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Segundo o deputado, os três solicitaram que Salles seja suspenso do quadro de filiados enquanto a sigla analisar a possibilidade de expulsão definitiva.

“A postura inadequada e o histórico de constrangimentos causados pelo ministro Salles, que tem gerado dano à imagem e à reputação do Novo, são alguns dos motivos para os pedidos”, escreveu pelo Twitter. Bulhões acrescentou que o grupo entende que Salles tem atuado de forma divergente aos programas do partido no tema ambiental, “desdenhando de dados científicos e revogando políticas públicas sem debate prévio”.

“Atitudes como essa reduzem a capacidade de interlocução do país com seus pares internacionais e geram instabilidade”, destacou, reforçando que isso viola os princípios e valores do partido, que, segundo ele, prega a atuação ética e profissional dos agentes públicos. O deputado também disse que o requerimento incluiu a solicitação para que seja reinterpretada a resolução 27/2019 do partido, de 31 de maio, que trata do afastamento de filiados que ocupam cargos no primeiro escalão do governo sem indicação do partido.

Na quinta-feira passada, o Novo publicou uma nota afirmando que a indicação de Salles para o ministério não foi feita pela sigla e que, portanto, não representa a instituição. O partido ainda esclareceu que não tem efeito retroativo a resolução de 31 de maio que determina que qualquer filiado que participar de cargo público relevante sem ter sido indicado pelo Novo deve solicitar a suspensão de sua filiação.

A reportagem não conseguiu contato com o ministro. Procurada, a assessoria do Novo não respondeu os questionamentos da reportagem sobre o pedido de Chicão Bulhões.

Na sexta-feira, o ex-candidato à Presidência pelo Novo João Amoêdo publicou no Twitter que usar a pauta do meio ambiente para o “embate ideológico e político” não produzirá “nada de bom”. “Temos um compromisso com as próximas gerações. Quero viver em um País com florestas conservadas, biodiversidade protegida, rios recuperados, esgoto tratado, que use de forma inteligente e produtiva os recursos naturais”.

Conheça os detalhes de cada etapa da história de Ricardo Salles em mais uma edição do podcast Funcionário da Semana:

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Paulo Bandarra

    O ministério técnico do Bolsonaro tem um advogado no Meio Ambiente e um economista na Educação.

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  2. Paulo Bandarra

    Uma vergonha.

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