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Inquérito da PF é ‘oportunidade’ para provar inocência, diz Wajngarten

Em nota, chefe da Secom tratou com normalidade a abertura de investigação sobre suposto conflito de interesses e voltou a negar irregularidades

Por Da Redação 5 fev 2020, 08h39

O secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten, afirmou na terça-feira 4 que vê a abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigá-lo como uma “oportunidade” para provar que não cometeu irregularidades.

“A abertura de inquérito pela Polícia Federal é mais um passo na rotina do processo de investigação solicitado pelo Ministério Público Federal do Distrito Federal em 28 de janeiro passado. Será a oportunidade que terei para provar que não cometi qualquer irregularidade na minha gestão à frente da Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República (Secom) desde abril do ano passado”, informou, em nota.

No mês passado, matéria do jornal Folha de S.Paulo apontou um suposto conflito de interesses na participação de Wajngarten como sócio em uma empresa de marketing, a FW Comunicação e Consultoria. Fundada pelo hoje secretário, ela tem como clientes emissoras de televisão e agências de publicidade que também recebem recursos de publicidade oficial do governo federal.

Pela legislação atual, ocupantes de cargos comissionados no governo não devem manter negócios com pessoas físicas ou jurídicas que possam ser afetadas por suas decisões. A prática pode implicar conflito de interesses e configurar ato de improbidade administrativa, se for demonstrado algum benefício indevido. A lei também determina que um possível choque de interesse entre público e privado seja informado pelo próprio servidor ao governo.

O secretário voltou a negar qualquer irregularidade na liberação de verbas. “Como será comprovado, não há qualquer relação entre a liberação de verbas publicitárias do governo e os contratos da empresa FW Comunicação – da qual me afastei conforme a legislação determina – que são anteriores à minha nomeação para o cargo, como pode ser atestado em cartório. Tenho um nome a zelar, um trabalho de mais de 20 anos no mercado, o seu respeito e reconhecimento. Confio no trabalho da Polícia Federal e na decisão do Ministério Público Federal do Distrito Federal”, acrescentou o chefe da Secom.

(Com Agência Brasil)

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