🔥 9.9: Assine Revista Impressa + Digital Premium por R$ 9,90/mês. Preço especial só hoje.

Influenciadores investigados no caso Master contribuíram para a escalada digital de Cury

Perfis com grande número de seguidores reproduziram posts idênticos com elogios aos candidato presidencial do Avante

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 set 2026, 09h30 | Atualizado em 2 set 2026, 11h32
Influenciadores investigados no caso Master contribuíram para a escalada digital de Cury Priorizar nos meus resultados Google

Páginas de influenciadores com milhões de seguidores na internet que são investigadas pela Polícia Federal no escândalo do Banco Master contribuíram também para a escalada digital do presidenciável Augusto Cury (Avante) nos últimos dias e que, de certa forma, ajudaram a alavancar o candidato nas pesquisas.

Segundo a última pesquisa Nexus/BTG, em uma semana, Cury saltou de 2% para 11% na corrida presidencial, e aparece agora atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem 39%, e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem 33%. Nesse período, o número de seguidores e de engajamento nas redes sociais teve um salto, que despertou suspeitas entre as campanhas adversárias de uso de influenciadores pagos, o que é proibido pela legislação eleitoral.

A curva de Augusto Cury em agosto teve fortes indícios de aquisição artificial de seguidores. Após um período de crescimento estável, entre 1. 000 e 3. 000 novos seguidores por dia, o perfil registrou abruptamente um salto de 2,4 milhões em apenas 24 a 48 horas, incluindo picos de centenas de milhares de novos seguidores durante a madrugada — uma ruptura extraordinária e incompatível com seu padrão histórico.

Vários perfis, que normalmente publicam sobre celebridades, entretenimento, comportamento e coisas da vida cotidiana, passaram a falar de Augusto Cury quase simultaneamente, com alta frequência e textos muito parecidos. Em uma segunda onda, essas páginas passaram a repercutir a própria subida de Cury nas redes sociais.

Entre os perfis que se envolveram nessa onda estão alguns que também são investigados pela Polícia Federal por receberem dinheiro para promover ataques sincronizados e articulados ao Banco Central durante o período em que o Banco Master tentava evitar a sua liquidação, para que fosse possível vender a instituição financeira a algum interessado.

Continua após a publicidade

Segundo a investigação policial, ao menos quarenta perfis de influenciadores desse perfil (que cobrem cotidiano, celebridades e entretenimento) passaram a publicar posts sobre o BC, supostamente pagos pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

Quatro desses perfis — Alfinetei, Alfinetada, Babadeira e Diferentona — também publicaram posts elogiosos a Augusto Cury na onda digital que alavancou a ascensão do presidenciável nas redes sociais. Essas páginas publicaram posts favoráveis ao candidato do Avante tanto na primeira onda — quando comentavam sobre se ele não seria uma alternativa presidencial — quanto na segunda, quando passaram a repercutir a subida dele nas redes sociais. No total, esses quatro perfis fizeram ao menos dezessete posts sobre Cury, que renderam 3,7 milhões de interações.

Perfil investigado no escândalo do Banco Master e que também contribuiu para a escalada digital de Augusto Cury
Perfil investigado no escândalo do Banco Master e que também contribuiu para a escalada digital de Augusto Cury (Reprodução/Reprodução)
Continua após a publicidade
Perfil investigado no escândalo do Banco Master e que também contribuiu para a escalada digital de Augusto Cury
Perfil investigado no escândalo do Banco Master e que também contribuiu para a escalada digital de Augusto Cury (Reprodução/Reprodução)
Perfil investigado no escândalo do Banco Master e que também contribuiu para a escalada digital de Augusto Cury
Perfil investigado no escândalo do Banco Master e que também contribuiu para a escalada digital de Augusto Cury (Reprodução/Reprodução)

Risco legal

A comprovação de que houve irregularidade no manejo de seguidores e de engajamento nas redes sociais pode acarretar punições a Augusto Cury e prejudicar a sua candidatura. Segundo a legislação eleitoral, manipular as métricas de visibilidade na internet ou usar influenciadores pagos para fazer campanha pode ensejar a aplicação de multas, retirada dos perfis do ar e, dependendo da gravidade, do alcance e do conteúdo, levar à cassação do registro.

Continua após a publicidade

O uso de influenciadores pagos é vetado. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é permitido que eles ofereçam apoio espontâneo, compartilhamentos orgânicos, façam uso de hashtags e criem mobilizações espontâneas em redes sociais, mas eles não podem receber para fazer circular propaganda eleitoral, nem receber vantagens econômicas para que os seus perfis promovam candidatos.

Outro lado

A reportagem tentou contato com os responsáveis pelos perfis, mas ainda não obteve retorno.

Em entrevista ao programa Veja Em Foco na segunda-feira, 31, Augusto Cury classificou como “absurda” a ideia, levantada por campanhas de adversários, de que poderia estar comprando seguidores nas redes sociais.

Continua após a publicidade

“Acha que alguém com meu histórico, que sempre lidou com a verdade, que foi concursado como perito de psiquiatria judicial, que a vida inteira disse que quem não é transparente tem uma dívida impagável consigo mesmo, acha que vamos comprar seguidores? ”, afirmou durante entrevista a Marcela Rahal. “Vou perder a minha essência por causa de uma jornada de uma eleição, já que eu tenho o que os políticos jamais sonharam em ter? Isso é um absurdo. ”

O candidato afirmou que o crescimento nas redes sociais ocorreu de forma espontânea e atribuiu a mobilização a pessoas que teriam se identificado com sua mensagem. Ele também negou ter recorrido a influenciadores pagos para ampliar o alcance da candidatura. “Na verdade, foi um movimento incontrolável”, afirmou. Para Cury, a mobilização teria partido de pessoas que entenderam sua proposta de “pacificação”, disse.

A campanha de Cury também negou a compra de seguidores ou de postagens desses perfis. “Não existe isso. Essa é uma campanha com baixos recursos, e também nem poderia fazer, porque é contra a legislação. Não faz sentido isso, se fosse tudo robô, não refletiria o interesse nas pesquisas”, afirmou o marqueteiro Sérgio Lima.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional da Editora Abril. À esquerda, um selo laranja com CHEGOU O 9.9 e 80% OFF, e um botão APROVEITE A OFERTA AGORA. Ao centro, texto Na Editora Abril os números se alinharam para você ler as melhores revistas do Brasil por um preço simbólico e capas de revistas como Veja, Quatro Rodas, Saúde e Claudia. À direita, uma mulher sorridente com cabelo castanho, vestindo camisa bege, segura um cartão dourado. No canto superior direito, um ícone de árvore e uma faixa laranja diagonal com ASSINATURA LEIA 15 MARCAS
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA 9.9

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).