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Indiciado por cartel, presidente da CPTM vai deixar cargo

Por Da Redação 8 jan 2015, 12h57

O atual presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Mário Bandeira, afirmou nesta quinta-feira que vai deixar o cargo após três anos à frente da empresa. Bandeira foi um dos 33 indiciados no inquérito da Polícia Federal que investiga um cartel formado entre multinacionais para fraudar concorrências e obter contratos do sistema metroferroviário de São Paulo, entre os anos de 1998 e 2008. O dirigente e o diretor de operações da companhia, José Luiz Lavorente, foram os únicos servidores públicos a serem indiciados no processo – os outros 31 eram consultores, empresários do setor, doleiros e executivos das multinacionais envolvidos no conluio. No início de dezembro, quando foi divulgada a lista dos indiciados, o promotor do Ministério Público de São Paulo Marcelo Milani defendeu o afastamento de Bandeira. Na mesma ocasião, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) pediu cautela para “não fazer nenhuma injustiça” antes de analisar os documentos de investigação e elogiou o dirigente como “uma pessoa extremamente respeitada”. A saída de Bandeira foi confirmada nesta manhã logo que o novo secretário de Transportes, Clodoaldo Pelissioni, assumiu a pasta. (Com Estadão Conteúdo)

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